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Trump promete aumentar sanções contra o Irã

Bandeira iraniana em frente à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em Viena. Em 4 de março de 2019.
Bandeira iraniana em frente à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em Viena. Em 4 de março de 2019. REUTERS/Leonhard Foeger

O presidente americano, Donald Trump, advertiu nesta quarta-feira (10) que pretende elevar “substancialmente” as sanções contra o Irã. O anúncio acontece num momento de agravamento das tensões sobre o programa nuclear de Teerã e enquanto o assessor diplomático francês tenta convencer o país a respeitar o acordo firmado com as grandes potências, em 2015.

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O pacto firmado por Alemanha, China, França, Grã-Bretanha e Rússia ficou em risco após a saída dos Estados Unidos e o anúncio de Teerã de que começou a enriquecer urânio a mais de 4,5%.

Trump lembrou que o Irã está enriquecendo urânio a níveis proibidos pelo acordo internacional firmado pelo governo de seu antecessor, Barack Obama. O presidente americano afirmou também que, de qualquer modo, o pacto "iria expirar em poucos anos".

Depois de se retirarem do acordo unilateralmente em maio do ano passado, os Estados Unidos já haviam restabelecido as sanções econômicas contra o Irã. A estratégia visa exercer "pressão máxima" sobre Teerã.

Washington mantém sua pressão, solicitando à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que realize uma reunião extraordinária para analisar as recentes decisões do Irã.

Europeus buscam uma solução

O enviado francês Emmanuel Bonne está no Irã com a missão de salvar o acordo internacional sobre o programa nuclear iraniano e aliviar as tensões entre os Estados Unidos e a República Islâmica.

O diplomata se reuniu com o almirante Ali Shamkhani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, e deve se encontrar com o ministro das Relações Exteriores, Mohamad Javad Zarif.

A missão de Bonne é "tentar abrir espaço de discussão e evitar uma escalada descontrolada, ou mesmo um incidente", afirmou o ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian.

"Saudamos essa iniciativa porque a França é parte [do acordo nuclear] e consideramos seus esforços como sua obrigação" de manter vivo o acordo, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Abbas Mussavi, segundo a agência oficial IRNA.

Sanções dificultam economia iraniana

O Irã anunciou que deixaria de respeitar vários compromissos do acordo para pressionar outros países do pacto a ajudá-lo a evitar as sanções de Washington, que afetam gravemente seus setores petroleiro e financeiro

Segundo embaixador de Teerã na ONU, Majid Takht Ravanchi, as sanções econômicas dos Estados Unidos também minam os esforços do Irã em sua luta contra o terrorismo e o crime organizado.

O Irã anunciou na segunda-feira (8) que começou a enriquecer urânio a mais de 4,5%, acima do limite fixado pelo acordo, que é de 3,67%.

Em um comunicado conjunto, os ministros das Relações Exteriores da França, Grã-Bretanha e Alemanha, assim como da União Europeia (UE), pediram na terça-feira (9) que Teerã “revertesse” as suas atividades e "voltasse ao pleno cumprimento" do acordo.

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