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"Economia brasileira está em busca do crescimento perdido", diz jornal Les Echos

Artigo do Les Echos analisa a política econômica do Brasil que "está em busca do crescimento perdido".
Artigo do Les Echos analisa a política econômica do Brasil que "está em busca do crescimento perdido". Fotomontagem RFI

Um artigo do Les Echos, publicado nesta segunda-feira (16) analisa a política econômica do Brasil. O título da matéria diz que o ministro da economia Paulo Guedes "está em busca do crescimento perdido".

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O principal jornal econômico francês diz que o ministro brasileiro, Paulo Guedes, se vangloria da virada liberal que impõe ao pais. O artigo, assinado pelo correspondente no Brasil, Thierrry Ogier, começa com uma citação de Guedes que, segundo a matéria, é o homem de confiança do presidente Jair Bolsonaro em matéria de economia. "Acabou as antigas artimanhas, a maquiagem das contas, o Brasil quer retomar o caminho do crescimento virtuoso e durável pela via da ortodoxia", explicou Guedes durante uma coletiva a correspondentes da imprensa estrangeira no Rio, da qual participou Ogier.

O ministro diz que a dinâmica do crescimento no país se perdeu ao longo do tempo, mas garante que ela vai voltar. Guedes coloca a culpa por essa situação em seus antecessores no cargo nos últimos 20 anos, "todos socio-democratas, muito simpáticos, mas que não controlavam muito bem as despesas públicas", afirma o economista ultraliberal.

“Crescimento estruturalmente baixo”

Mas por enquanto, o fim da recessão, de 2015-2016, ainda não se manifestou com um uma retomada vigorosa. A taxa de crescimento em 2019, primeiro ano do governo Bolsonaro, deve ficar perto de 1%, informa o jornal. À imprensa internacional, Guedes, que é adepto da escola de Chicago e fala misturando o português e o inglês, justificou que o crescimento brasileiro é “hoje estruturalmente baixo” e pediu “um ou dois anos para consertar os estragos com as medidas que ele adotou”.

Um exemplo da política de abertura da economia brasileira ao mundo é o acordo União Europeia-Mercosul. Outros são: a simplificação administrativa e as grandes reformas estruturais, como a reforma da Previdência, já aprovada na Câmara, e a reforma Fiscal em discussão. Um especialista francês, Bernard Appy, ex-diretor do ministério das Finanças, ouvido pelo Les Echos, aprova a necessidade da reforma Fiscal no Brasil. Segundo ele, o Brasil tem “o sistema fiscal mais complexo do mundo e isso tem um impacto muito negativo no crescimento do país."

Polêmica sobre nova CPMF

Mas o tema não é pacífico, aponta o jornal. A introdução de uma taxa sobre transações financeira gera polêmica a ponto do presidente Bolsonaro ter demitido do hospital, onde se recupera de sua quarta cirurgia, o secretário especial da Receita que era favorável a essa nova CPMF.

Les Echos avalia que essa demissão corre o risco de atrasar o bom andamento da reforma, mas diz que Paulo Guedes está confiante. Ao jornal francês o ministro prevê que a economia brasileira irá finalmente decolar a partir do terceiro ano do governo, isto é, a partir de 2021.

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