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Santa Dulce

Irmã Dulce é declarada santa pelo papa Francisco e vira Santa Dulce dos Pobres

Praça de São Pedro, Vaticano, durante canonização de irmã Dulce.
Praça de São Pedro, Vaticano, durante canonização de irmã Dulce. RFI/Rafael Belincanta

O papa Francisco declarou santa irmã Dulce (1914 – 1992) durante a missa deste domingo (13) no Vaticano. Diante de uma multidão de fiéis, grande parte brasileiros, santa Dulce dos Pobres foi inscrita no álbum dos santos da Igreja Católica. O papa aproveitou a ocasião para pedir que os católicos, a exemplo dos novos santos, sejam “luzes gentis na escuridão do mundo”.

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Rafael Belincanta, correspondente da RFI em Roma

Na fila para entrar na missa estava Selma Almeida dos Anjos que veio de Salvador especialmente a canonização. Visivelmente emocionada, ela disse que "a primeira santa brasileira só poderia ser baiana". Selma tem fé que santa Dulce trará "novos tempos de união ao Brasil", afirmou.

Junto com outro grupo de brasileiros encontramos Neusa Sales Barbosa, de Fortaleza, devota da nova santa. Ela trouxe ao Vaticano uma foto que tirou ao lado de irmã Dulce. "Essa foto é de 1985 quando visitei as obras de irmã Dulce. Obtive muitas graças e sempre peço ajuda a ela", declarou.

A devota Neusa Sales Barbosa, de Fortaleza (e), trouxe ao Vaticano uma foto que tirou ao lado de irmã Dulce.
A devota Neusa Sales Barbosa, de Fortaleza (e), trouxe ao Vaticano uma foto que tirou ao lado de irmã Dulce. RFI/Rafael Belincanta

Na Praça São Pedro, Antônio Carlos dos Santos e Ilderacy da Silva trouxeram uma bandeira do Estado da Bahia para cerimônia que eles consideraram histórica. “O Brasil precisa de paz, muito amor e de compreensão, especialmente com os pobres”, disse Antônio.

Junto com irmã Dulce, outros 4 religiosos foram declarados santos, dentre eles outras três mulheres. Ilderacy concorda que a mulher deva ser reconhecida e ter um papel maior na Igreja, mas que não deveria se casar. “Devem dedicar-se inteiramente à religião”, afirmou.

Os outros novos santos são a italiana Giuseppina Vannini, a indiana Maria Teresa Chiramel Mankidiyan, a suíça Margherita Bays e o inglês John Henry Newman.

Processo de 27 anos

Santa Dulce foi canonizada 27 anos após sua morte. O segundo milagre necessário à canonização foi reconhecido pela Congregação para as Causas dos Santos, em 13 de maio.

José Maurício Bragança Moreira, o miraculado, participou do momento do ofertório na missa.

Antes de ser aprovado, o Vaticano submete a postulação a três análises, uma médica, outra teológica e a final feita pelo colégio de cardeais.

Para ser aprovado, um milagre deve cumprir quatro itens. A instantaneidade, a perfeição e o atendimento completo do pedido, a durabilidade do pedido, e aspecto preternatural, aquele que não pode ser explicado pela ciência.

Entre as autoridades brasileiras presentes na celebração estavam o vice-presidente Hamilton Mourão, os presidentes da Câmara e do Senado. O príncipe Charles, do Reino Unido, também acompanhou a missa.

 

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