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Bolsonaro e Xi Jinping querem ampliar comércio entre Brasil e China

O presidente da China, Xi Jinping, recebeu um agasalho do Flamengo de presente do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, no Salão Nobre do Povo em Pequim, China 25 de outubro de 2019.
O presidente da China, Xi Jinping, recebeu um agasalho do Flamengo de presente do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, no Salão Nobre do Povo em Pequim, China 25 de outubro de 2019. Yukie Nishizawa/Pool via REUTERS

A China afirmou nesta sexta-feira (25) que deseja ampliar seu comércio com o Brasil, procurando equilibrar o impacto de uma prolongada guerra comercial com os Estados Unidos. Os presidentes Xi Jinping e Jair Bolsonaro reafirmaram os laços entre os dois países, durante a primeira visita oficial do presidente brasileiro à China.

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"A China está disposta a importar mais produtos de alta qualidade e produtos de alto valor agregado do Brasil, que atendam às necessidades do mercado chinês", disse a TV estatal do país, citando Xi Jinping.

Brasil e China esperam "promover o crescimento diversificado das exportações bilaterais de produtos agrícolas" por meio de acordos entre as autoridades aduaneiras e agrícolas dos dois países, anunciaram os dois líderes em comunicado conjunto.

Desde 22 de outubro, Bolsonaro realiza um longo giro internacional em cinco países da Ásia e do Oriente Médio: Japão, China, Emirados Árabes Unidos, Catar e Arábia Saudita. O foco do líder brasileiro é reduzir os danos causados pelos sinais de adesão à política externa do presidente americano, Donald Trump - uma inclinação unilateral nociva aos interesses comerciais do Brasil com países fundamentais para as exportações brasileiras.

Maior parceiro comercial

A China já é o maior parceiro comercial do Brasil em termos de exportação e importação, de acordo com dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços brasileiro. O Brasil também já é a maior fonte de importação de soja da China, segundo a consultora agrícola Trase.

Com a guerra comercial entre Washington e Pequim, as importações chinesas de produtos agrícolas dos Estados Unidos caíram de US$ 19,5 bilhões em 2017 para pouco mais de US$ 9 bilhões no ano passado, criando um déficit entre a oferta e a demanda de produtos-chave como a soja.

Unilateralismo e protecionismo

Os líderes brasileiro e chinês enfatizaram a cooperação contínua entre economias emergentes diante do protecionismo no planeta. "O mundo está enfrentando sérios desafios com o unilateralismo e o protecionismo, pressionando as principais economias, à medida que a incerteza e a instabilidade estão aumentando", disse o vice-premiê chinês, Hu Chunhua, em um fórum de negócios nesta sexta-feira, com a presença de Bolsonaro, que também se encontrou com o primeiro-ministro Li Keqiang.

"A China e o Brasil, como duas grandes economias, devem aumentar a comunicação e a cooperação para enfrentar esses desafios e concretizar o desenvolvimento compartilhado", declarou Hu.

Agasalho do Flamengo

Após a assinatura dos acordos de cooperação, Bolsonaro presenteou o presidente chinês com um agasalho do Flamengo. "Esse é o melhor time do Brasil na atualidade", afirmou o líder brasileiro a Xi Jinping.

Na quarta-feira (23), o time do Rio ganhou de 5 a zero do Grêmio na semifinal da Libertadores da América. "Tenho certeza de que 1,3 bilhão de chineses serão Flamengo no final do mês que vem", quando será realizada a final da competição, contra os argentinos do River Plate.

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