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Clone of Caso Marielle: Porteiro deu informação falsa sobre Jair Bolsonaro e menção ao nome do presidente é arquivada

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, em 5/09/2019.
O presidente brasileiro Jair Bolsonaro durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília, em 5/09/2019. REUTERS/Adriano Machado

Uma “mentira”, segundo o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro, foi o que fez movimentar os três poderes de Brasília, alimentar brigas políticas e agitar o fim da viagem presidencial de Jair Bolsonaro ao Oriente Médio. De acordo com o MPF, o porteiro do condomínio onde Bolsonaro tem uma casa no Rio deu informações falsas ao prestar depoimento sobre de Élcio Queiroz, ex-policial militar e suspeito da morte da vereadora Marielle Franco.

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Galton Sé, correspondente da RFI em Brasília

Após perícias técnicas dos investigadores ficou constatado que o porteiro não interfonou para a casa de número 58, que pertence a Bolsonaro, como ele disse em depoimento, e sim, para a residência 65. O dono do imóvel é Ronnie Lessa - preso sob suspeita de envolvimento no assassinato da vereadora. Teria sido ele quem autorizou a entrada de Élcio no condomínio residencial no dia da morte de Marielle.

A menção ao presidente foi arquivada, segundo o procurador-Geral da República Augusto Aras. Jair Bolsonaro fez questão de publicar nas redes sociais uma citação que sempre usa. Escreveu: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. Apesar da reviravolta tirar um peso enorme das costas de Bolsonaro, parlamentares da oposição querem saber se essa é a verdade por completo.

Reações

O senador Randolfe Rodrigues, líder da Rede, disse que é “urgente o acompanhamento de uma Comissão do Congresso Nacional devido a gravidade do caso.” O senador relatou ainda que parlamentares enviaram uma carta ao governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel pedindo que o porteiro passe a receber serviço de proteção à testemunhas. “É fundamental que seja dada toda essa garantia, toda segurança, mesmo que este senhor não queira. O depoimento do porteiro é fundamental para esclarecer todos estes fatos.”

Parlamentares do PSOL, PT, Rede, PSB e PCdoB classificaram de “interferência federal” o pedido de investigação do ministro Sergio Moro sobre o depoimento do porteiro e cobraram a convocação dele pelo Congresso. “O pedido do ministro Moro para o Procurador-Geral da República para que seja instaurado um inquérito sobre a investigação nos parece uma interferência externa indevida e nós nos colocamos contra essa medida”, avaliou o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ).

O senador petista Humberto Costa reforçou a crítica. “De forma alguma cabe ao ministro Sergio Moro, nem ao presidente da República, fazer um pedido de abertura de inquérito para investigar o depoente e para investigar as autoridades que colheram esse depoimento e estão fazendo essa investigação.”

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