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Venezuela/Brasil

Ocupação da embaixada da Venezuela em Brasília é destaque na mídia internacional

Policiais diante da embaixada da Venezuela em Brasília, invadida durante treze horas por partidários do líder opositor venezuelano Juan Guaidó.
Policiais diante da embaixada da Venezuela em Brasília, invadida durante treze horas por partidários do líder opositor venezuelano Juan Guaidó. REUTERS/Sergio Moraes

A ocupação da embaixada da Venezuela em Brasília por partidários do líder opositor venezuelano Juan Guaidó durou mais de treze horas. Mesmo os militantes deixaram a representação diplomática pacificamente, o episódio mostrou as falhas da segurança local e chamou a atenção da imprensa internacional.

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Os partidários do líder da oposição venezuelana Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino por cerca de cinquenta países, anunciaram no final da tarde desta quarta-feira (13) que iriam deixar o prédio da embaixada de Caracas em Brasília, invadido no início do dia. Segundo a assessoria da embaixadora designada por Guaidó no Brasil, Maria Teresa Belandria, a ocupação contou com o apoio de alguns funcionários da própria embaixada.

A operação exigiu a atuação da Polícia brasileira para evitar distúrbios na entrada da representação diplomática entre simpatizantes de Guaidó e defensores do presidente bolivariano, Nicolás Maduro.

O chanceler Venezuela, Jorge Arreaza, criticou abertamente o governo brasileiro pelo episódio. Ele responsabilizou Brasília pela falha na segurança. “Exigimos respeito pela Convenção de Viena sobre Relações Internacionais”, disse o representante de Caracas nas redes sociais.

Durante todo o dia a imprensa mundial acompanhou a ocupação com atenção. Principalmente porque o incidente ocorreu no momento em que Brasília acolhe a reunião de cúpula do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), grupo profundamente dividido em torno da questão venezuelana, como lembra o jornal francês Le Figaro. O diário ressaltou em seu site que “o governo de extrema direita de Jair Bolsonaro apoia ativamente Juan Guaidó”, enquanto Moscou e Pequim são os principais aliados de Maduro.

O jornal francês Libération qualificou a situação de “confusão em Brasília”, citando declarações do presidente brasileiro e de seu filho, Eduardo Bolsonaro. Já o jornal argentino El Clarín publicou em seu site um vídeo no qual era possível ver policiais protegendo a entrada do prédio. 

O assunto também foi destaque no site das agências de notícias Bloomberg, Reuters e AFP, que tiveram ses despachos reproduzidos por inúmeros jornais. Reportagens também foram publicadas no Washington Post, a revista francesa Le Point ou o site russo Sputnik ou no jornal suiçoLe Matin

The New York Times também acompanhou o episódio, apresentado pelos correspondentes do diário em Brasília e no Rio de Janeiro como um “duelo” pelo controle da embaixada da Venezuela no Brasil.  

 

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