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BC intervém para “socorrer” real e restaurar “ordem e progresso”, diz Les Echos

Na resenha da imprensa francesa desta quinta-feira Les Echos analisa a ação do Banco Central do Brasil para conter alta do dólar e "socorrer" o real.
Na resenha da imprensa francesa desta quinta-feira Les Echos analisa a ação do Banco Central do Brasil para conter alta do dólar e "socorrer" o real. Fotomontagem RFI

Na resenha da imprensa francesa desta quinta-feira (28), Les Echos analisa a ação do Banco Central do Brasil para conter alta do dólar e "socorrer" o real. O BC restaura a "ordem e progresso" diante dos especuladores para tentar estabilizar o real, destaca o jornal econômico, lembrando a divisa da bandeira nacional.

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O artigo foi escrito antes do terceiro leilão extraordinário da moeda americana feito pelo BC nessa quarta-feira (27) e do novo recorde histórico do dólar, que fechou em alta e chegou a atingir R$ 4,27. O tom do texto é otimista.

Desde terça-feira (26), as autoridades monetárias brasileiras intervêm para conter  a desvalorização da moeda nacional, provocada, entre outros motivos, pela queda da taxa de juros e o aumento das incertezas em relação às moedas latino-americanas. A queda dos juros, necessária para apoiar a atividade econômica, reduz, no entanto, a atratividade do real no mercado internacional, explica o texto. Em 2017, os juros de 14% no Brasil sufocavam a economia nacional.

Les Echos lembra que após o segundo leilão extraordinário, o real teve uma leve recuperação, e registrou uma pequena estabilização. Citando o Deutsche Bank, o jornal diz que o BC tem entre US$ 20 a 30 milhões para intervir no mercado de câmbio, conter os especuladores e estabilizar a moeda nacional. Les Echos cita também o ministro Paulo Guedes que declarou não estar preocupado com a alta do dólar, na tentativa de mostrar que a situação não é tão grave.

Tradição intervencionista

O texto faz um histórico do fim da paridade entre as moedas americana e brasileira e a adoção pelo Brasil do câmbio flutuante, em 1999. Mas, rapidamente, o Banco Central teve que lutar contra a volatilidade do mercado e a desvalorização do real. Nesse sentido, o BC tem uma tradição intervencionista desde 2002, agindo sobretudo sobre produtos derivados como contratos de trocas de divisas, chamados em inglês de swaps.

Neste ano, o real perdeu 8,3% de seu valor em relação ao dólar e 4,7% em relação ao euro. A moeda brasileira registra a terceira maior queda entre as divisas latino-americanas. Ela está atrás apenas do peso argentino, que se desvalorizou 37%, e do peso chileno, que teve queda de 15% provocada pelo movimento social e manifestações iniciadas em outubro, no Chile.

O Morgan Stanley acredita que o real é uma das moedas emergentes que devem ser privilegiadas pelos investidores no mercado de câmbio em 2020. O banco americano antecipa que o dólar vai cair e ser cotado a R$ 3,8 daqui a doze meses. A melhora da situação econômica, as reformas e o fim do ciclo de relaxamento monetário vão possibilitar o aumento do real, aponta o jornal, que adianta um crescimento da economia brasileira de quase 2% no ano que vem, graças ao consumo e à queda dos juros.

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