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Ricardo Salles na COP 25:“Brasil está fortemente comprometido” contra mudanças climáticas

COP25 entrou na fase ministerial nesta terça-feira (10/12/2019)
COP25 entrou na fase ministerial nesta terça-feira (10/12/2019) UNFCCC

O ministro brasileiro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, frisou diante da plenária da Conferência do Clima da ONU (COP 25) nesta terça-feira (10) que o país “está fortemente comprometido em combater as mudanças climáticas, para o benefício de todo o planeta”. A declaração dissipa as dúvidas de que o Brasil poderia levar às Nações Unidas a corrente negacionista do governo, encabeçada pelo chanceler Ernesto Araújo.

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São chamados de negacionistas aqueles que questionam as mudanças climáticas ou a responsabilidade humana no aquecimento do planeta, ao contrário do que afirma a comunidade científica especializada no tema. Em seu sucinto discurso, Salles ressaltou os compromissos internacionais assumidos pelo país, como o Acordo de Paris e o Protocolo de Kyoto. No início do mandato, o presidente Jair Bolsonaro ameaçou retirar o Brasil do acordo climático firmado em 2015 por 197 países, mas acabou recuando do projeto.

Salles também destacou iniciativas promovidas por governos anteriores, como a adoção do Código Florestal - “uma das legislações ambientais mais restritivas” - e a expansão dos biocombustíveis, além de valorizar a matriz energética brasileira, composta em 84% por energias renováveis. “Em oposição a tantos outros países que ainda dependem fortemente do carvão para alimentar os seus tão falados e simbólicos carros elétricos”, completou.

Ministro cobra recursos financeiros

O ministro ainda disse que o Brasil tem 60% da vegetação preservada, assim como 80% da floresta amazônica. O chefe da delegação brasileira na COP elencou esses e outros argumentos para pressionar os países ricos a acelerarem a implementação de um prometido fundo de US$ 100 bilhões para os países em desenvolvimento poderem adotar mais medidas de adaptação e mitigação das mudanças climáticas.

“Temos que ir além de belas palavras e providenciar os recursos que podem efetivamente responder às necessidades dos países em desenvolvimento”, disse. “É tempo de ação. Finalizar o Artigo 6 [do Acordo de Paris] é um passo crucial para demonstrar os nossos compromissos”, afirmou. Salles se referia ao ponto de maior controvérsia desta COP 25: a regulamentação da comercialização de créditos de carbono.

Controvérsias sobre mercado de carbono

O mecanismo possibilita que os países que reduziram as emissões de gases de estufa além das metas possam vender esse bônus para outros que estejam com dificuldades de cumprir os seus compromissos. Entretanto, vários cálculos e negociações possíveis estão na mesa dos diplomatas que debatem o texto final da conferência.

Especialistas alertam que o método defendido pelo governo brasileiro poderia resultar em uma dupla contagem desses créditos, ao serem descontados tanto pelo país que vende quanto pelo que compra.

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