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Brasil/Governo Bolsonaro

Les Echos aponta "mudança de modelo econômico" no Brasil, mas critica política ambiental de Bolsonaro

Les Echos adverte que Bolsonaro não dá a importância que deveria à política ambiental.
Les Echos adverte que Bolsonaro não dá a importância que deveria à política ambiental. REUTERS/Adriano Machado

"O Brasil espera colher em 2020 os frutos de sua guinada liberal." Esta é a manchete da página 6 do diário econômico Les Echos nesta quinta-feira (2). Assim como outros jornais, a publicação mais lida no meio empresarial francês faz seu balanço sobre o primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro.

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Les Echos questiona se após três anos de morosidade e baixo crescimento, a maior economia da América Latina vai finalmente decolar. A política ultraliberal do ministro Paulo Guedes, apoiada pelo empresariado brasileiro e pelo presidente de extrema direita, deu um novo impulso à economia. O Brasil poderá registrar um crescimento de 2,5% do PIB em 2020, destaca o jornal.

Depois de ouvir ministros e analistas de mercado, Les Echos relata que o governo Bolsonaro está implementando uma mudança de modelo econômico no país. Pela primeira vez em muitos anos, é o dinamismo do setor privado que estimula o aumento da atividade, enquanto o setor público encolheu, embora esta transformação ainda não esteja concluída. Além da reforma da Previdência, considerada por industriais, ruralistas e o setor financeiro a principal ação positiva do governo no primeiro ano mandato, as reformas  administrativa e fiscal ainda são necessárias para consolidar a mudança.

Dúvida sobre aumento do consumo

A queda na taxa de juros deve ter um efeito positivo sobre o consumo interno, mas ainda é muito cedo para festejar, diz um estrategista de um banco francês em São Paulo. Por outro lado, o cenário político prossegue bastante instável, pondera o analista, o que poderá estragar a comemoração daqueles que defendem a política ultraliberal de Guedes.

Enquanto a economia "patina", segundo a expressão utilizada na reportagem, a Bolsa de Valores de São Paulo registrou uma alta "insolente" de 31% em 2019. Esse desempenho excepcional é atribuído à queda das taxas de juros, que estimula o apetite dos investidores. A estratégia do Banco Central de reduzir a Selic para 4,5% em dezembro, contra uma previsão de inflação de 3,5%, ou seja, uma taxa real de 1%, é inédita em décadas. Resta saber se esta medida terá um impacto positivo sobre a atividade econômica.    

Mas o ponto extremamente negativo do governo Bolsonaro é a política ambiental, conclui Les Echos. O descuido nessa área e a continuidade do desmatamento da Floresta Amazônica podem custar caro para o setor exportador e prejudicar de forma duradoura a imagem do país.

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