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Paraguai/Prisão

Ronaldinho Gaúcho e irmão são presos no Paraguai por suspeita de passaporte falso

O ex-jogador Ronaldinho Gaúcho escoltado por policiais em Assunção no dia 5 de março de 2020.
O ex-jogador Ronaldinho Gaúcho escoltado por policiais em Assunção no dia 5 de março de 2020. REUTERS/Jorge Adorno

A justiça do Paraguai determinou a prisão preventiva do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Assis para evitar que eles saíssem do país. Eles foram detidos na noite desta sexta-feira (6) e levados a um quartel da polícia em Assunção. A prisão do ex-jogador, que evoluiu no PSG e é muito popular na França, é amplamente noticiada neste sábado (7) pela mídia francesa.

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As rádios, TVs e sites de jornais franceses lembram que Ronaldinho Gaúcho e seu irmão Roberto de Assis foram presos poucos dias depois de terem sido flagrados com falsos passaportes. A emissora RTL recorda que no final de 2018 a justiça do Brasil tinha confiscado o passaporte brasileiro do ex-jogador. Ronaldinho Gaúcho foi condenado a uma multa ambiental de R$ 8,5 milhões por ter construído um píer em uma área protegida, e ficou sem o documento até pagar o montante.

"A Procuradoria Geral determinou a detenção de Ronaldinho por uso de documento público de conteúdo falso e solicitou medida cautelar de prisão preventiva", revelou um tuíte do Ministério Público paraguaio.

Segundo fontes judiciais, a procuradora-geral do Estado, Sandra Quiñonez, resolveu substituir o promotor encarregado do caso, Federico Delfino, que havia recomendado à Justiça a libertação da dupla. Quiñónez decidiu retirar Delfino do caso para colocar em seu lugar o promotor Osmar Legal, que em seguida determinou a detenção preventiva de Ronaldinho e Assis. As mesmas fontes informaram que os irmãos serão convocados para uma audiência neste sábado.

"A detenção ocorreu por ordem de um promotor que não tem participação no expediente", disse à imprensa o advogado do jogador, Adolfo Marín. "Esta prisão é algo incomum, não sabemos nada", destacou Marín. "Não sabemos sequer sob que acusação foram detidos", completou o advogado.

Suspeitas

Inicialmente, o Bola de Ouro 2005 foi ouvido por um juiz nessa sexta-feira. O interrogatório durou mais de sete horas, mas Ronaldinho Gaúcho havia abandonado o Palácio da Justiça às 20H15 local (Brasília). O juiz Mirko Valinotti informou à imprensa que os dois suspeitos estavam livres e sem proibição de sair do país.

Ronaldinho e seu irmão "não cumprem nenhum requisito de medidas cautelares que os proíbem de deixar o país. Eles gozam de seu direito à liberdade", afirmou o juiz Valinotti ao anunciar sua decisão. Mas menos de duas horas depois, o ex-jogador e seu irmão foram presos e foram vistos às 22H00, entrando no quartel da Polícia em um veículo.

Na quinta-feira (5), o promotor Delfino considerou que eles foram enganados de boa fé e recomendou a libertação. Eles apresentaram os documentos de identidade paraguaios falsos ao chegar ao Aeroporto Internacional de Assunção, na quarta-feira (4). Depois de uma denúncia do Departamento de Identificações do Paraguai que advertiu às autoridades migratórias sobre as irregularidades, uma operação de busca e apreensão da polícia paraguaia encontrou e apreendeu os dois passaportes, assim como os celulares dos dois irmãos.

Os dois brasileiros explicaram que receberam os documentos apresentados no aeroporto de presente e que consideraram o fato como uma honraria. Eles esclareceram que possuíam todos os documentos de identidade pessoal brasileiros e que não tinham restrições para deixar o Brasil.

O ex-jogador do Barcelona e PSG, e Bola de Ouro em 2005, estava no país para cumprir uma agenda humanitária com crianças e comparecer na inauguração de um cassino, além de lançar um livro de memórias, quando a polícia denunciou sua entrada com passaporte adulterado. O empresário brasileiro Wilmondes Sousa Lima e María Isabel Gayoso, do Paraguai, e Esperanza Apolonia Caballero foram acusados pelo caso.

(Com informações da AFP)

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