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Epidemia

Comunidade científica busca tratamento para novo coronavírus

O médico Yazdan Yazdanpanah, no centro da imagem, apresentou os avanços nas pesquisas em busca de um tratamento para o novo coronavírus
O médico Yazdan Yazdanpanah, no centro da imagem, apresentou os avanços nas pesquisas em busca de um tratamento para o novo coronavírus Christophe ARCHAMBAULT / AFP

A comunidade científica estuda várias pistas de tratamentos para o novo coronavírus. Segundo o Instituto francês de pesquisa médica (Inserm), três possibilidades principais estariam sendo avaliadas. A epidemia já matou mais de 200 pessoas e contaminou quase 10 mil, principalmente na China.

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Durante uma coletiva de imprensa nesta sexta-feira (31) em Paris, o médico Yazdan Yazdanpanah, diretor do instituto de imunologia, inflamação, infecção e microbiologia do Inserm e especialista no âmbito da OMS, mencionou "três estratégias que estão em nível avançado" de estudo.

A primeira delas consiste em utilizar exclusivamente o Kaletra, um medicamento anti-HIV/aids que associa duas moléculas antivirais (Lopinavir e Ritonavir). "Vários colegas chineses o usaram na China em testes clínicos, dos quais ainda não se têm os resultados", disse.

A segunda opção é associar este medicamento ao Interferon (antiviral e imunoterapêutico), uma combinação utilizada contra o coronavírus MERS (Síndrome Respiratória do Oriente Médio), em um teste clínico ainda em curso.

A terceira hipótese se baseia no Remdesivir, outro antiviral usado para tratar o ebola. Há poucos dados sobre sua eficácia, mas segundo um artigo da revista científica Nature, ele seria mais eficiente que o Kaletra.

Outra pista possível diz respeito aos tratamentos à base de "anticorpos monoclonais". Mas o estudo está "menos avançado", segundo o doutor Yazdanpanah.

Mas por enquanto, o tratamento que se conhece melhor e o único disponível é o Kaletra, por ter sido usado sobretudo na pós-exposição ao HIV.

Testes aleatórios

"A OMS começará rapidamente um teste clínico aleatório internacional (baseado em exames comparativos mediante sorteio)”, disse o médico. Mas antes mesmo dessas verificações, alguns países já começaram a usar antivirais em pacientes contaminados.

Na França, pelo menos três dos seis pacientes infectados já estão recebendo tratamentos antivirais, mesmo sem uma eficácia confirmada. A informação foi dada por Bruno Hoen, diretor de pesquisas do Instituto Pasteur, durante uma outra coletiva em Paris.

Entre as questões ainda em aberto está "por que a doença se agrava no sétimo dia?". Este é um elemento primordial para poder projetar uma estratégia terapêutica, segundo o doutor Yazdanpanah, que também é chefe do serviço de doenças infecciosas do hospital parisiense de Bichat, que recebeu um turista chinês de 80 anos em estado grave.

(Com informações da AFP)

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