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coronavírus/ ciência

"Corrida frenética" dos cientistas por uma cura milagrosa para o Covid-19

O coronavírus visto sob um microscópio eletrônico.
O coronavírus visto sob um microscópio eletrônico. AFP

A busca urgente por um antídoto contra o novo coronavírus e os esforços das comunidades científicas internacionais ocupam a capa do cotidiano Aujourd’hui en France. As primeiras páginas do jornal francês alertam sobre as reações em diversos países. A epidemia se acelera nos Estados Unidos e o presidente Donald Trump declarou urgência nacional, o que permitirá a liberação de US$ 50 bilhões na luta contra o Covid-19.

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Sob o título “A corrida frenética por uma cura milagrosa”, o artigo chama a atenção sobre um teste clínico para identificar as moléculas mais eficazes, previsto para começar esta semana, ou na próxima.  O estudo vai analisar os casos de 3,2 mil pacientes graves na Europa, dentre eles 800 franceses. De acordo com o professor Yazdan Yazdanpanah, chefe de serviço de doenças infecciosas do Hospital Bichat, em Paris, “trata-se de um ensaio clínico com quatro tratamentos diferentes que estariam sendo avaliados”.

Já o diretor de pesquisa do Centro Nacional de Pesquisa Científica, Bruno Canard, especialista em coronavírus, declarou ao jornal que já se perdeu muito tempo e que um medicamento já deveria estar disponível à população. Ele deplora que a pesquisa sobre antivirais contra o SRAS – doença que surgiu na China em 2003 – teria sido abandonada muito cedo. As duas infecções são muito similares, o que poderia contribuir hoje para respostas mais rápidas para a contenção da atual epidemia.

Informações compartilhadas

A concorrência entre os laboratórios tende a se acirrar à medida que se aproximam de soluções que possam ser patenteadas, mas, por enquanto, isso ainda não é uma realidade. A Organização Mundial de Saúde assinou um documento pelo compartilhamento de informações entre os países membros, e desde janeiro, equipes chinesas, e depois do mundo todo, compartilham as sequências do genoma do vírus em plataformas colaborativas e gratuitas.

A publicação destaca que, paralelamente a estas iniciativas, pesquisadores dos quatro cantos do planeta trabalham na fabricação de uma vacina. Para isso, a Comissão Europeia disponibilizou € 10 milhões em incentivos. Por parte dos chineses, o governo anunciou os primeiros testes possíveis sobre pacientes para final de abril.

A publicação cita que, na avaliação do presidente da OMS, Tedros Ghebreyesus, “a fabricação de uma vacina exige tempo, o que ainda pode demandar de 12 a 18 meses de pesquisa”. O Instituto Pasteur francês tem expectativas ainda mais tímidas e não acredita em uma solução disponível antes do final de 2021.

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