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Física/Bóson de Higgs

Cientistas comemoram fortes indícios da existência do bóson de Higgs

Cientistas anunciam durante seminário para a comunidade científica, em Meyrin, Suíça, novidades na pesquisa da famosa partícula conhecida como 'bóson de Higgs', que poderia ajudar a compreender melhor o Big Bang e a formação do universo.
Cientistas anunciam durante seminário para a comunidade científica, em Meyrin, Suíça, novidades na pesquisa da famosa partícula conhecida como 'bóson de Higgs', que poderia ajudar a compreender melhor o Big Bang e a formação do universo. REUTERS/Denis Balibouse

O Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (CERN), situado na fronteira entre a França e a Suíça, anunciou nesta quarta-feira a descoberta de uma nova partícula, que pode ser o procurado bóson de Higgs, etapa essencial para a compreensão do universo.

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Também chamada de 'partícula de Deus', ela teria surgido com o Big Bang da criação do universo, há cerca de 13,7 bilhões de anos. Cientistas do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear e de outros laboratórios do mundo trabalham há quase 50 anos em busca dessa partícula considerada essencial para entender a formação do universo. Antes, a ciência acreditava que o átomo era a unidade indivisível da matéria. Depois descobriu-se que o átomo é na verdade uma interação de partículas ainda mais fundamentais. O bóson de Higgs seria um agregador de elétrons e prótons, que explicaria como as outras partículas ganham massa.

Colisão entre prótons produzida por acelerador gera partículas (em vermelho) com características muito próximas ao célebre 'Boson de Higgs'.
Colisão entre prótons produzida por acelerador gera partículas (em vermelho) com características muito próximas ao célebre 'Boson de Higgs'. CERN

Essa é a última peça que falta no modelo padrão da física, a teoria que descreve as partículas elementares. O nome vem do cientista escocês Peter Higgs, que lançou a teoria da partícula que dá massa à matéria em um artigo publicado em 1964, junto com os colegas Robert Brout (morto no ano passado) e François Englert.

‘Eu não espera ver esse momento ainda em vida e vou pedir à minha família para colocar a champanha para gelar’, declarou Higgs, 83 anos, presente em Genebra, junto com Englert.

O diretor do CERN, Rolf Heuer, declarou que a nova descoberta é compatível com a teoria do bóson de Higgs, que exigirá estudos mais aprofundados. Mas, sem dúvida, acrescenta Heuer, a comunidade científica venceu uma nova etapa na compreensão do universo. A nova partícula poderá desvendar outros mistérios da física.

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