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EUA/Morte

Imprensa mundial presta homenagem após morte de neurologista Oliver Sacks

O neurologista e escritor Oliver Sacks na Columbia University de Nova York, em 3 de junho de 2009.
O neurologista e escritor Oliver Sacks na Columbia University de Nova York, em 3 de junho de 2009. AFP

Morreu neste domingo (30) em Nova York o respeitado neurologista e escritor britânico Oliver Sacks. Ele estava com 82 anos e há vários meses lutava contra um câncer no fígado. A informação foi divulgada pelo jornal americano The New York Times (NYT).

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A morte de Sacks ganhou as manchetes na Europa. O neurologista ficou conhecido por popularizar o conhecimento científico em seus livros descrevendo distúrbios neurológicos de seus pacientes. Sacks publicou mais de uma dezena de livros em sua carreira, entre eles "O homem que confundiu sua mulher com um chapéu" e "Tempo de despertar", adaptado para o cinema no filme estrelado por Robin Williams e Robert De Niro.

Em fevereiro, Sacks anunciou que estava com câncer em fase terminal. Em um artigo publicado no NYT, ele contou como queria viver seus últimos meses de vida. O britânico confessou que tinha receio da morte, mas globalmente se sentia satisfeito com sua vida.

Para o NYT, ao descrever os casos de seus pacientes de forma romanceada, Sacks humanizou as dificuldades dos portadores de distúrbios neurológicos.

El País descreve o cientista britânico, nascido em Londres e filho de médicos, como um "explorador da mente e da tolerância". "Ele dedicou toda a sua obra para entender o funcionamento da mente humana, era um pensador", escreve o diário espanhol.

Autor combateu estigma da doença mental

O jornal italiano La Reppublica lembra que Sakhs criou uma fundação sem fins lucrativos comprometida com a "melhoria da compreensão do cérebro humano e da mente através do poder da não ficção e estudos de caso". O médico trabalhava para "reduzir o estigma da doença mental", defendendo uma abordagem humana da neurologia e da psiquiatria", acrescenta.

O francês Le Monde destaca que o neurologista foi um grande estudioso do autismo e da síndrome de Tourette, um transtorno neuropsiquiátrico hereditário que se manifesta durante a infância, caracterizado por diversos tiques físicos e pelo menos um tique vocal.

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