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Transplante de células-tronco no pênis pode tratar disfunção erétil

Localização da próstata no aparelho genital masculino.
Localização da próstata no aparelho genital masculino. Wikimedia commons

Um transplante de células tronco no pênis pode ser a solução para os graves problemas de ereção que alguns homens enfrentam após sofrer câncer de próstata - segundo os primeiros resultados de um estudo francês publicado nesta quinta-feira (28), pela revista European Urology.

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"Doze pacientes que sofriam de disfunção erétil grave após o câncer de próstata receberam um transplante de células-tronco no pênis. Depois de seis meses, os pacientes perceberam melhorias significativas na relação sexual, com ereção, rigidez peniana e qualidade do orgasmo", resume o Instituto Nacional Francês de Saúde e Pesquisa Médica (Inserm), em comunicado.

A impotência sexual é uma sequela comum da remoção cirúrgica do câncer de próstata, o que afeta a qualidade de vida e a autoimagem dos homens envolvidos, segundo o Inserm. O transtorno é devido ao "resultado de lesões nos vasos sanguíneos e nervos do pênis", acrescenta o documento.

O teste clínico, conduzido pelo hospital universitário Henri Mondor, nos arredores de Paris, foi realizado para "reparar as lesões celulares no pênis".

Casos de ereções normais sem medicamentos

Os pesquisadores realizaram um trasplante de células extraídas da medula óssea, que contém vários tipos de células tronco capazes de "transformar-se de forma espontânea em células da mesma natureza que as danificadas no pênis", explica o Inserm.

Ao menos dois pacientes descreveram por outro lado "uma reaparição de ereções normais, como antes da prostatectomia radical, sem tomar medicamentos". A melhora das relações sexuais se manteve por um ano após o transplante.

"Se os resultados deste estudo forem confirmados por outros estudos (...) a terapia celular poderia ser ampliada para outros tipos de problemas de ereção menos graves resultantes de doenças sistêmicas como diabetes ou outras doenças vasculares", afirmou René Yiou, um dos médicos da equipe de pesquisadores.

 

(com informações da AFP)

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