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VÍDEO: carro sem motorista do Google tem seu primeiro acidente

Carro autônomo do Google (à direita) se chocou contra um ônibus.
Carro autônomo do Google (à direita) se chocou contra um ônibus. Reprodução

Um vídeo circulando na internet mostra o que seria o primeiro acidente envolvendo um carro autônomo do Google, que funciona sem motorista. A colisão lateral contra um ônibus é sutil, e os passageiros do coletivo parecem nem perceber, no registro feito pelas câmeras de segurança.

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No final de fevereiro, o Google chegou a reconhecer que havia sido “parcialmente responsável” em um acidente envolvendo um de seus carros autônomos, ocorrido em pleno coração do Silicon Valley. O anúncio provocou um grande debate no meio tecnológico, já que este seria a primeira colisão envolvendo esta nova ferramenta para conduzir veículos. O vídeo surge para comprovar o anúncio.

O acidente não deixou feridos, mas prova que o futuro dos carros sem motoristas não é assim tão quanto querem fazer crer o Google, a Tesla e outros construtores de veículos autônomos. O gigante da internet garante ter atualizado seu software de navegação para melhorar as regras de prioridade, mas a dúvida persiste sobre a capacidade dessa inteligência artificial de prever as mais diferentes situações ao volante.

Licença para robôs?

A questão é importante porque ela tem muitas implicações, como, por exemplo, a cobertura que as empresas de seguro vão oferecer a estes veículos. Os governos também exigirão garantias muito precisas antes de autorizar as máquinas a circular livremente. A revista francesa L’Obs chega a perguntar se vamos precisar de uma licença de motorista específica para robôs.

No início do ano, em entrevista à RFI Brasil, o francês Jean-François Bonnefon, da Escola de Economia de Toulouse, autor de um estudo revelador sobre o assunto, feito nos Estados Unidos, ressaltou as questões éticas que os carros sem motorista estão suscitando: “Embora falemos cada vez mais desses veículos, há problemas éticos que ainda não entraram na discussão. Apenas quando chegar o momento em que esses carros estarão circulando nas ruas é que muita gente vai descobrir esses problemas e, só então, vai decidir o que fazer”.
 

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