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RFI Convida

Nasa prepara nova missão para Marte em 2020, diz pesquisador brasileiro

Áudio 06:43
O pesquisador e cientista Daniel Nunes que trabalha atualmente na Nasa
O pesquisador e cientista Daniel Nunes que trabalha atualmente na Nasa Arquivo Pessoal

O RFI Convida entrevista o pesquisador brasileiro Daniel Nunes, astrônomo da Nasa que integra a equipe do Jet Propulsion, laboratório da agência americana responsável por projetos como o da sonda Curiosity. O robô busca vestígios substâncias na superfície do planeta vermelho, que podem indicar se ele já teria sido habitado ou não. Morando nos Estados Unidos desde 1992, Daniel fala sobre sua experiência na agência espacial.

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O pesquisador brasileiro agora se prepara para integrar equipe da missão Marte 2020, que substituirá a sonda. "Ainda estamos selecionando o local onde ela vai aterrissar", diz Daniel. A missão é muito especial, explica o astrônomo, porque será a primeira tentativa de provar se o planeta foi habitado ou não.

"Se a resposta for negativa, significa que será negativa apenas para aquele local onde pousou", diz. Segundo ele, outros locais ainda podem ter sinais de que Marte foi habitado por bactérias ou outras formas de vida mais simples. Daniel participa do desenvolvimento de um dos instrumentos e do modo de operação na superfície, descreve. "É um radar que vai fazer imagens do subsolo de Marte, que ainda está sendo desenvolvido por nossa equipe'", conta.

Vida em outro planeta

As missões em Marte relançam mais do que nunca o debate sobre a existência de vida extraterrestre, diz Daniel. Soma-se isso descobertas como a de 2013 - uma amostra recolhida pela Curiosity revelou, por  exemplo, a existência de hidrogênio, oxigênio e carbono, substâncias químicas essenciais para vários microorganismos. "Os seres humanos nunca deixaram de pensar ou filosofar a respeito. No nosso dia a dia na Nasa, faz parte do nosso trabalho. Temos um alto nível de seriedade a respeito desse assunto, mas nem por isso o tema é menos interessante. O que é impressionante é a capacidade que nós temos agora de enviar as sondas para Marte para responder essas perguntas", explica Daniel.

 

 

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