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Estudo mostra aumento de problemas cardíacos por causa de analgésicos

Estudo mostra aumento de problemas cardíacos por causa de analgésicos
Estudo mostra aumento de problemas cardíacos por causa de analgésicos Getty Images/Sebastian Kaulitzki

Analgésicos de uso corrente aumentam o risco de insuficiência cardíaca, principalmente se usados em doses fortes e durante longos períodos, segundo um estudo publicado nesta quinta-feira (29), pela revista científica  British Medial Journal (BMJ). Entre os medicamentos estão produtos conhecidos, como o Cataflan e o Voltaren.

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Trata-se de medicamentos contra a dor e inflamações vendidos sem receita médica em muitos países, como os anti-inflamatórios não-esteroides (AINS) e uma nova classe do gênero, os chamados anti-Cox2. Muitos estudos publicados nos últimos anos evocam um risco cardiovascular maior para vários desses anti-inflamatórios, mas sem estudar precisamente a relação entre dose ingerida e o risco.

Pesquisadores dirigidos por Giovanni Corrao, da Universidade de Milão-Bicocca, estudaram oito milhões de pacientes europeus que usavam anti-inflamatórios (23 tipos de AINS e quatro de anti-COX2). Mais de 90 entre eles foram hospitalizados por algum tipo de insuficiência cardíaca ao longo de cerca de 12 anos.

Após determinar outros fatores potenciais de risco, os pesquisadores fizeram uma lista dos sete anti-inflamatórios mais tomados entre os pacientes afetados: diclofenaco (como Cataflam e Voltarem, no Brasil), ibuprofeno, indometacina, cetorolaco, naxopreno, nimesulida e piroxicam. Entre os coxibs, foram apontados o etericoxib e o rofecoxibe e rofecoxibe.

Os riscos aumentaram de 16% a 83% segundo o medicamento e o estado inicial do utilizador. Com doses fortes, o risco de hospitalização inclusive dobrou, principalmente no caso do diclofenaco.

“Na medida em que qualquer aumento de um risco potencial pode ter um impacto considerável na saúde pública, as estimativas fornecidas por este estudo podem ser utilizados na prática clínica e no trabalho regulamentar”, afirmam os autores da pesquisa.

Eles reconhecem que se trata de um estudo “de observação” e que nenhuma conclusão de causa e efeito podem ser definidas por enquanto.

 

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