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"Descoberta mudou a física e a astronomia”, diz cientista brasileiro que pesquisou com novo Nobel

Áudio 07:18
O astrônomo e professor de Astrofísica José Dias do Nascimento, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte
O astrônomo e professor de Astrofísica José Dias do Nascimento, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte Captura de vídeo

Os vencedores do prêmio Nobel de Física foram anunciados nesta terça-feira (8): os suíços Michel Mayor e Didier Queloz e o canadense-americano James Peebles foram recompensados pelas pesquisas em cosmologia. E quem também festejou foi o astrônomo e professor de Astrofísica José Dias do Nascimento, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) – ele tem trabalhos em parceria com Mayor, um dos agraciados.

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“O meu primeiro artigo do mestrado foi com ele, sobre lítio, rotação e atividade das estrelas subgigantes, entre elas a 51 peg, que ele estuda”, conta o cientista, que também é pesquisador convidado do Harvard-Smithsonian Observatory.

Os pesquisadores suíços descobriram, em 1995, o primeiro exoplaneta que orbita estrelas do tipo solar. Para Dias Nascimento, a recompensa com o Nobel era apenas uma questão de tempo, já que o estudo “mudou a física e a astronomia” tais quais conhecemos hoje.

“Eles trouxeram a compreensão de que planetas parecidos com a Terra são raros e sua presença é difícil de ser medida. Estamos descrevendo a história da astronomia em termos de como os planetas nascem e evoluem”, explica o professor da UFRN. “Os exoplanetas e pequenos corpos estão envolvidos na composição do universo próximo. Esses pesquisadores contribuíram para uma mudança desse olhar sobre o universo próximo, e isso é algo extremamente importante.”

Cada vez mais descobertas

Nos anos seguintes à descoberta, relembra, os cientistas se debruçaram para confirmar a existência dos exoplanetas e compreendê-los melhor. Foram lançadas missões espaciais específicas para esse objetivo, como a com o telescópio Kepler e, mais recentemente, com o satélite TESS, que está no espaço desde abril de 2018.

“Hoje, podemos dizer que todas as estrelas que vemos no céu à noite possivelmente têm um planeta. Entender por que algumas formam planetas maiores ou menores, alguns são gasosos longínquos, outros gasosos próximos da estrela, é algo que está sendo escrito agora”, frisa o cientista brasileiro, que se doutorou na universidade francesa de Toulouse. “Essa área é extremamente dinâmica: vários planetas foram descobertos só neste ano e tivemos a comprovação da presença de água na atmosfera de um planeta, o K2-18b.”

Para ouvir a entrevista completa, clique na foto acima.

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