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França/Arte

Museu do Louvre dedica primeira exposição à pintura alemã

Capa do livro editado pelo Museu do Louvre para a exposição "Da Alemanha", aberta em 26 de março de 2013.
Capa do livro editado pelo Museu do Louvre para a exposição "Da Alemanha", aberta em 26 de março de 2013. boutiquesdemusees.fr

"Da Alemanha (1800-1939), de Friedrich à Beckmann", é a nova mostra do Louvre, inaugurada nessa terça-feira; um evento histórico, já que a França sempre negligenciou os artistas do país vizinho, como admite o curador Henri Loyrette. Para ele, nos séculos 19 e 20, o interesse intelectual pela Alemanha era mais centrado na literatura, filosofia e música, como se não houvesse pintores produzindo obras de arte.  

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A exposição faz parte das comemorações dos 50 anos do Tratado do Eliseu, entre França e Alemanha, que permite aos visitantes analisarem as diferenças culturais entre as duas nações. Quando se trata de pintura, esta diferença é relevante, especialmente na forma de criar as paisagens. Um outro aspecto que impressiona os visitantes é a mensagem veiculada por diversos artistas alemães entre as duas guerras, confrontados ao drama do nazismo.

O nome "Da Aleamnha"  faz referência ao título de um livro de Madame de Staël e o percurso começa pelo retrato de "Goethe nos campos de Roma". São mais de 200 obras expostas, com temáticas em torno da história, da natureza e dos homens.

Paisagens

O papel da natureza na solidificação da identidade alemã ocupa um lugar central na exposição e demonstra um lado instrutivo. Assim, sob a influência de Goethe, a pintura de paisagens revela o conhecimento geológico do mundo. Já Carl Gustav Carus (1789-1869) pinta montanhas com um espírito quase científico. O representante legítimo do romantismo alemão, Caspar David Friedrich (1774-1840), conhecido como o pintor da "paisagem nacional", aconselhava os admiradores de seus quadros a fecharem os "olhos físicos" e abrirem os "olhos do espírito".

O sofrimento humano na Primeira Guerra Mundial, a ascensão do nazismo e a tragédia que se seguiu também são transmitidos em obras famosas como "A Dança dos Mortos em 1917", de Otto Dix e "O Suicídio" (1916) de George Grosz.

A exposição fica em cartaz até o dia 24 de junho.
 

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