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Reportagem

Mostra Genesis, de Sebastião Salgado, é inaugurada em Paris

Áudio 03:52
Mulheres da etnia zo'é, no Pará.
Mulheres da etnia zo'é, no Pará. Sebastião Salgado

A exposição Genesis, mais novo trabalho de Sebastião Salgado, um dos fotógrafos mais prestigiados do mundo, chega a Paris, na Maison Européenne de la Photographie. São 245 fotos em preto e branco, resultado de oito anos de trabalho e de dezenas de viagens ao redor do mundo. A mostra é dividida em cinco capítulos geográficos: Confins do Sul, Santuários Naturais, África, Terras do Norte e Amazônia e Pantanal.

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Como o próprio nome diz, Genesis remete ao início, príncipio. Nenhuma conotação religiosa, apenas o termo usado na bíblia é ideal, explica Salgado. Foi uma busca pelo mundo de lugares, pessoas e animais que ainda guardassem algo de intocado, de límpido. E frágil. Lélia Wanick Salgado, companheira de vida, braço direito e curadora do fotógrafo diz que a ideia surgiu logo após Exodos, que tratou dos movimentos migratórios pelo mundo, uma experiência fantástica, mas dura, de retratar o sofrimento.

A inspiração para Genesis, conta o casal, veio da fazenda da família herdada por Salgado, no interior de Minas Gerais. Eles resolveram replantar a desmatada propriedade e explorar os benefícios ambientais da experiência. Hoje o projeto ambiental ganha amplitude e é um modelo de reflorestamento. Na mostra em Paris, a experiência é documentada em um anexo à exposição.

Ele fala com modéstia, chamando de “sorte” o momento mágico quando congelou, por exemplo, durante um ínfimo momento, um iceberg que lembra um grande castelo. Um pedaço de gelo mutante que pelo olhar de Salgado se transforma em uma fortificação em cenário dramático de nuvens e água.

O Brasil é representado pela natureza do Pantanal e por povos indígenas da Amazônia (Alto Xingu e Pará). Usando as imagens como apoio, Salgado insiste em falar da riqueza e da fragilidade dos povos amazônicos.
 

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