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Tavernier/diplomacia

Filme de Tavernier leva às telas HQ sobre diplomacia francesa

Cartaz do filme «Quai d'Orsay », de Bertrant Tavernier.
Cartaz do filme «Quai d'Orsay », de Bertrant Tavernier. DR

“Quai d’Orsay” é o título do mais recente filme de Bertrand Tavernier, lançado nesta quarta-feira na França. O Quai d’Orsay é o equivalente do nosso Itamaraty, ou seja, sede do ministério das Relações Exteriores. Tavernier leva às telas a trama de um álbum de histórias em quadrinhos de sucesso de mesmo nome, escrita por Abel Lanzac, e desenhada por Christophe Blain.

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O período retratado é entre 2002-2003, quando a França, então presidida por Jacques Chirac, disse “não” aos Estados Unidos e à guerra contra o Iraque. Apesar do pano de fundo histórico e sério, não falta humor ao filme.

O primeiro-ministro da época, Dominique de Villepin, que depois perdeu a disputa à candidatura pela direita à presidência da França contra Nicolas Sarkozy, é vivido por Thierry Lhermitte. O chanceler é um homem vigoroso, que arrebenta portas e passa pelos corredores feito furacao.

A seu lado, o chefe de gabinete, o diplomata Pierre Vimont, hoje na Comissão Europeia de Bruxelas, é interpretado magistralmente pelo ator Niels Arestrup, que domina a cena com calma e diplomacia. E sono, pois o personagem acaba caindo no sono em várias ocasiões, mesmo durante uma reunião, tudo consequência de um ritmo alucinante de trabalho.

O filme mostra os bastidores do ministério, com troca de favores e golpes baixos. Stéphane Gompertz, ex-diretor para a África e hoje embaixador na Áustria, diz que nunca testemunhou “golpes baixos ou competições por influência entre os diretores”. Mas ele acrescenta que “as relações eram mais complicadas” entre os diversos gabinetes ministeriais.

Graças à autorização do atual chanceler francês, Laurent Fabius, o filme pode ser rodado dentro do palácio do Quai d’Orsay. O pedido havia sido recusado pelo ministro anterior, Alain Juppé, durante o governo Sarkozy. Há também uma cena filmada no Conselho de Segurança da ONU, onde Villepin proferiu a famosa recusa da França em participara do conflito iraquiano.

O humor do filme também tem lugar nos créditos finais, onde se diz “que nenhuma porta foi maltratada durante as filmagens”.
 

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