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Polanski/masoquismo

Masoquismo é fonte de novo filme de Polanski

Roman Polanski, à esquerda, dirige Emmanuelle Seigner (centro) e Matthieu Amalric (direita), em "Vénus à la Fourrure".
Roman Polanski, à esquerda, dirige Emmanuelle Seigner (centro) e Matthieu Amalric (direita), em "Vénus à la Fourrure". Mars Distribution

Um diretor estressado em plena produção de uma peça baseada em romance do austríaco Leopold von Sacher Masoch no final de mais um dia frustrante de audições. Ele ainda não encontrou a atriz principal. Eis que irrompe no teatro uma retardatária, que insiste em fazer um teste para o papel. Essa é a trama de “Vénus en fourrure”, último filme do franco-polonês Roman Polanski, que entrou em cartaz na França.

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Baseada na peça em inglês de David Ives, a história gira em torno de outra adaptação, para o teatro, do livro “Vênus em Visom”, sobre a relação de submissão entre um intelectual e uma integrante da alta burguesia austríaca no século 19. Essa luta de poder deu origem ao termo “masoquismo”, tirado do nome do autor, von Sacher Masoch. No Brasil, o filme deve estrear em março como “A Pele de Vênus”.

Apresentado em competição no festival de Cannes, “Vénus em Fourrure” traz Matthieu Amalric como Thomas, diretor exausto, preso no teatro por causa da chuva depois de um longo dia. A atriz é vivida por Emmanuelle Seigner, mulher de Polanski na vida real. Amalric, aliás, é uma versão alter ego mais jovem de Polanski, fisicamente muito parecido.

A princípio, Thomas se recusa a testar a candidata, que ele considera inadequada, vulgar e inculta. Mas Vanda, nome da personagem do livro e nome que a atriz diz ser o seu, se impõe, revela conhecer bem o livro, e incorpora a burguesa sedutora, submetendo o diretor a seus desejos. E aí começa o duelo de forças entre os dois personagens.

Polanski, que completou 80 anos em agosto, é um dos diretores mais marcantes, polêmicos e prolíficos da história do cinema. Ele dirigiu obras diversas como Repulsão, Baile dos Vampiros, Bebê de Rosemary, Chinatown, O Pianista, Deus da Carnificina e Ghost Writer. Ele fugiu dos Estados Unidos em 1977, acusado de ter estuprado uma menor e nunca mais voltou. Em 2008, chegou a ser preso em Zurique, a pedido das autoridades americanas. No entanto, a Suíça se recusou a extraditar Polanski, que vive na França.
 

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