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Documentário/festival

Documentários brasileiros competem no festival Cinéma du Réel de Paris

"A que deve a honra da ilustre visita este simples marquês?"
"A que deve a honra da ilustre visita este simples marquês?" Divulgação

Começa nesta quinta-feira (20), o festival Cinéma du Réel (Cinema do Real), de Paris, no Centro Georges Pompidou, também conhecido como Beaubourg. O evento é conhecido pela seleção que privilegia obras experimentais, com descobertas de novos talentos. Este ano foram selecionados 40 filmes de 26 países, incluindo dois curtas brasileiros. A abertura desta noite tem uma homenagem para Eduardo Coutinho, morto no último dia 2 de fevereiro.

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Em 1985, Coutinho ganhou o prêmio do festival, com Cabra Marcado para Morrer. O documentário foi iniciado em 1964, a respeito de um líder camponês assassinado em 1962 na Paraíba. Mas o golpe militar interrompeu as filmagens, alguns membros da equipe foram presos e a família de João Pedro Teixeira se dispersou. Coutinho retomou o filme 17 anos depois e a história se centralizou na busca pela viúva Elizabeth, na clandestinidade.

O filme vai ser introduzido pelo jornalista Paulo Paranaguá, do jornal Le Monde. Na sequência, será exibido “Sobreviventes de Galileia”, que Coutinho realizou em 2013, com participantes ainda vivos de “Cabra Marcado para Morrer”.

Memórias

O Brasil concorre com dois filmes na competição internacional de curtas. Um deles é sobre Max Conradt Jr, um senhor que guarda a memória de um mundo em sua casa, recebendo cada visitante com a mesma indagação: "A que deve a honra de tão ilustre visita este simples marquês?", que é justamente o título do documentário.

Já “O Arquipélago”, de Gustavo Beck, traz fragmentos do cotidiano de Álvaro, que deixou o Chile nos anos de chumbo de Pinochet nos anos 80, para se inventar uma nova vida no Brasil.

 

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