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Lusofonia/Cinema

Festival celebra produção mundial do cinema em língua portuguesa

O FESTin homenageia a cinematografia lusófona até o dia 9 de abril, em cinema São Jorge, em Lisboa.
O FESTin homenageia a cinematografia lusófona até o dia 9 de abril, em cinema São Jorge, em Lisboa. www.festin-festival.com

Começa nessa quarta-feira (2), em Lisboa, o FESTin (Festival de Cinema Itinerante da Língua Portuguesa), um evento que celebra a diversidade da lusofonia. A programação dessa 5ª edição vai abordar temas como democracia e ditadura, e contará como uma homenagem à produção cinematográfica de Cabo Verde.

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Enviado especial a Lisboa

O tradicional cinema São Jorge, em Lisboa, será o ponto de encontro, até o dia 9 de abril, da cinematografia em língua portuguesa. Com mais de 70 filmes vindos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e Portugal, o evento já faz parte da agenda cultural lisboeta com uma programação cada vez mais variada. Este ano, aproveitando os 40 anos da Revolução dos Cravos em Portugal, celebrados no dia 25 de abril, e os 50 anos do golpe militar no Brasil, no mesmo mês, o FESTin criou uma nova mostra intitulada “Ditadura e Democracia”.

Entre os destaques desta seleção estão documentários como De Armas e Bagagens, de Ana Delgado Martins, que aborda o retorno de 300 mil portugueses de Angola, As memórias não se apagam, de José Vieira Mendes, e Repare Bem, de Maria de Medeiros, que estreia nas telas portuguesas durante o festival. Coprodução entre Brasil, França e Itália, o filme relembra a saga do guerrilheiro brasileiro Eduardo Leite “Bacuri”, assassinado em 1970. O tema, aliás, estará no centro de uma mesa redonda, na sexta-feira (4), que contará com a participação do cineasta brasileiro Silvio Da-Rin, o jornalista e ativista Alípio de Freitas, a historiadora Raquel Varela e o general Otelo Saraiva de Carvalho.

Participação brasileira

O Brasil tem grande espaço na programação do FESTin este ano. O brasileiro Serra Pelada, de Heitor Dhalia, foi escolhido para abrir a programação nesta quarta-feira. Ele faz parte dos dez longas em competição durante o festival.

Os documentários Arte de Interpretar – A saga da novela Roque Santeiro, de Lúcia Abreu, e Cidade de Deus – 10 anos depois, de Cavi Borges e Luciano Vidigal, sobre o filme de Fernando Meirelles, são alguns dos nomes mais esperados.

Cabo Verde

Como nos anos anteriores, o evento lisboeta também homenageia um país nesta 5ª edição. Depois de Moçambique, Portugal, Brasil e Angola, o cinema de Cabo Verde estará no centro de uma programação especial, com obras como a adaptação de O Testamento do Senhor Napumoceno, de Francisco Manso, A Rapariga, de Mário de Almeida, que também participa na competição de longas, e Casalata, de Lara Plácido e Ângelo Lopes, presente na competição de curtas.

Francofonia e lusofonia juntas

Outra novidade do festival este ano é a abertura da programação para um país não-lusófono, em uma nova mostra paralela, que aborda os elos culturais e afetivos de outras nações com a lusofonia. A França, com sua comunidade de mais de um milhão de luso-descendentes, além dos milhares de imigrantes de outros países lusófonos, foi escolhida para essa primeira edição. Uma mesa redonda para debater o papel do cinema francês na cinematografia lusófona faz parte do programa.

A RFI é parceira da 5a edição do FESTin.

 

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