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Cultura/França

Com acervo de 2 milhões de objetos, Museu des Confluences abre suas portas em Lyon

Fachada do Museu des Cofluences, recém-inaugurado em Lyon.
Fachada do Museu des Cofluences, recém-inaugurado em Lyon. Rhones.fr/Divulgação

Com 2 milhões de objetos, de estátuas egípcias a naves espaciais, o Museu des Confluences, o mais novo endereço das ciências e artes francesas, abriu suas portas em Lyon, no último sábado. A construção de 22.000 m2, lançada no ano 2000, tem tudo para se tornar um novo cartão postal da cidade, mas é alvo de críticas por ter custado, ao final, cinco vezes mais do que o previsto. (Confira galeria de fotos nesta página)

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Os cinco anos de obras e os € 61 milhões de custo previstos inicialmente acabaram se tornando 15 anos de trabalho, ao preço de € 255 milhões. O valor acabou sendo mais elevado que o de diversos outros museus franceses contemporâneos, como o do Quais Branly, em Paris (€ 232 milhões), o MuCem, de Marselha (€ 191 milhões) e o Louvre, de Lens (€ 150 milhões).

Os responsáveis pelo projeto culpam um velho problema da burocracia francesa, o mesmo verificado na recente construção da Filarmônica de Paris: o valor inicial, definido apenas para dar início rápido à obra, costuma ser subestimado, o que acaba causando interrupções a cada vez que o orçamento chega ao limite. A interrupção, por sua vez, aumenta ainda mais o custo da obra, em uma espécie de círculo vicioso.

“O projeto inicial era bonito, inovador e inteligente, mas a gestão que veio a seguir foi calamitosa”, define Denis Broliquier, prefeito do segundo distrito de Lyon, onde está localizado o Museu des Confluences.

Arquitetura austríaca

A fachada do local chama a atenção por sua arquitetura futurista, primeira construção na França assinada pelo escritório austríaco Coop Himmelblau, famoso por suas realizações desconstrutivistas como o UFA Cinema Center, em Dresden, e o BMW Welt, em Munique. Com 180 metros de comprimento, 90m de largura e 45m de altura, o prédio está dividido em três unidades, chamadas Nuage,Cristal e Socle.

A cada vez, 3 mil peças poderão ser observadas pelo público, em quatro exposições permanentes. Entre os destaques do acervo estão o satélite Spoutnik 2, um acelerador de partículas dos anos 1950, e as coleções do Museu de História Natural Guimet, fechado em 2007.

Há também objetos considerados verdadeiros tesouros: estátuas chinesas da coleção do holandês Jan Jakob Maria de Groot (1854-1921) e raras estátuas egípcias, como as dos “homens barbudos”, de 5 mil anos. Outra aquisição notável é o esqueleto fossilizado de um dinossauro de 14 metros, o Camarasaurus, que viveu no território dos Estados Unidos há 155 milhões de anos. A peça foi adquirida em 2007 por € 1,2 milhão.

Completando o passeio ao museu – cuja entrada custa € 9 –, os visitantes poderão degustar o restaurante do premiado chefe de cozinha Guy Lassausaie, além de aproveitar a vista do terraço. A expectativa é de receber 500 mil visitas por ano.

Galeria de fotos: o novo Museu des Confluences, em Lyon.

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