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Festival de Angoulême

“Árabe do Futuro” vence prêmio de melhor álbum em quadrinhos do Festival de Angoulême

Reprodução de página da HQ "Árabe do Futuro".
Reprodução de página da HQ "Árabe do Futuro". Reprodução France 24

"O Árabe do Futuro: uma adolescência no Oriente Médio", do franco-sírio Riad Sattouf, ganhou o prêmio de melhor álbum em quadrinhos do Festival de Angoulême neste domingo (1). Na obra autobiográfica, Riad Sattouf, um ex-colaborador do Charlie Hebdo, conta sua infância entre a França, a Líbia e a Síria.  

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Com seu trabalho, o quadrinista Riad Sattouf já conquistou um público fiel na França, mas, neste ano, ele também levou um dos prêmios mais cobiçados do mundo da história em quadrinhos: o “Fauve d’Or” do Festival de Angoulême, no sudoeste da França.

Nesse álbum premiado, Sattouf narra as peripécias da sua família. De um lado, seu pai sírio, um defensor ardoroso do panarabismo, e, do outro, a sua mãe francesa, originária da Bretanha, que enfrentou várias dificuldades para se adaptar ao cotidiano do Oriente Médio. Nos anos 80, Sattouf e os pais viveram na Síria, sob o jugo do ditador Hafez al-Assad, pai de Basahr al-Assad, e na Líbia, de Muamar Kadafi.

Carreira premiada

Essa foi a segunda vez que Riad Sattouf recebeu o prêmio mais importante do Festival de Angoulême. Há cinco anos, ele foi premiado com a HQ “Pascal brutal”, um personagem que debocha dos estereótipos do cara fortão movido à testosterona. Além dos álbuns de quadrinhos, o autor, também se aventurou recentemente no cinema com a comédia “Les Beaux Gosses” (Meninos Bonitos, em uma tradução livre) que retrata, com um humor cru, o cotidiano de adolescentes em uma escola no interior na França.O filme recebeu o César -o Oscar francês- de Melhor Primeiro Filme.

Durante nove anos, Riad Sattouf foi colaborador do Charlie Hebdo com as tirinhas “Vie secrète des jeunes” (a vida secreta dos jovens). Nessa edição do Festival de Angoulême, que foi marcada pelo trágico atentado contra a redação do Charlie Hebdo, Sattouf disse que pretende continuar a desenhar. “Essa é a coisa mais importante a se fazer”.

 

 

 

 

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