Acessar o conteúdo principal

Fundação Beyeler expõe o mundo estranho e belo do pintor Peter Doig

Áudio 07:44
"100 Years Ago (Carrera)", tela realizada entre  2005 e 2007 por Peter Doig.
"100 Years Ago (Carrera)", tela realizada entre 2005 e 2007 por Peter Doig. Centre Georges Pompidou© Peter Doig

Nesta semana vamos começar nossa viagem cultural em Paris para descobrir como começou o movimento Art Nouveau em Viena; em seguida vamos à Lisboa, onde um espetáculo performático revisita a obra do pintor expressionista alemão Otto Dix, antes de aterrissarmos na Suíça para curtir a obra única do britânico Peter Doig.

Publicidade

"Judit", óleo sobre tela pintado em 1901 por Gustav Klimt.
"Judit", óleo sobre tela pintado em 1901 por Gustav Klimt. Pinacothèque de Paris

A Pinacoteca de Paris está explorando um movimento genial que estremeceu a Áustria no começo do século XX, a Secessão, formada por um grupo de artistas que desenvolveu o estilo Art Nouveau em Viena. Entre eles, o mundialmente famoso Gustav Klimt, cujas imagens oníricas marcadas por excessos de dourados e elementos decorativos identificam um novo período na arte do país. Foi esse movimento que deu origem, mais tarde, ao expressionismo, uma das grandes correntes da arte moderna.

"Nos tempos de Klimt, a Secessão em Viena" é o nome da mostra que revela como a arte vienense se desenvolveu do final do séxulo XIX, começo da Secessão, até os primeiros anos do expressionismo.

Na Pinacoteca encontramos uma seleção das grandes obras de Gustav Klimt, dos seus primeiros anos de estudos até suas obras-primas, entre elas, Judith, de 1901.

Um outro aspecto da exposição é a influência de Klimt sobre os grandes intelectuais e artistas da época, com a apresentação de obras representativas da Secessão e da vanguarda de Viena como, por exemplo, a s primeiras telas de Egon Schiele e Oskar Kokoschka.

Podemos apreciar mais de 180 obras de coleções do Museu de Belvedere de Viena e de particulares.

"Nos tempos de Klimt, a Secessão em Viena" , pode ser vista na Pinacoteca de Paris de 12 de fevereiro a 21 de junho.

33 Ânimos visita Otto Dix

Interpretar a obra do pintor expressionista alemão Otto Dix.

A atriz Daniela Rosado em cena de "Dix", criação da companhia teatral 33 Ânimos.
A atriz Daniela Rosado em cena de "Dix", criação da companhia teatral 33 Ânimos.

Este é o desafio da companhia teatral 33 Ânimos, baseado em uma longa pesquisa para captar os sentimentos mais profundos e angustiados do artista, veterano da Primeira Guerra Mundial e famoso por suas obras antibélicas e imagens grotescas.

Dirigido pelo português Ricardo Cabaça e interpretado pela atriz brasileira Daniela Rosado, criadores da companhia, o espetáculo "Dix" convida o público a mergulhar de cabeça no universo complexo do grande pintor.

A atriz Daniela Rosado fala sobre o trabalho: "Eu faço personagens que o Otto Dix pintava.Tiramos do quadro algumas personagens e fazemos isso em cena, contamos a história dessas personagens através da história do Otto Dix. Tem muitos movimentos de artes plásticas, trabalho com molduras de quadros, trabalho com máscaras porque ele é um antibélico, voluntariou-se na Primeira Guerra Mundial, ele quis ver os horrores da guerra. E ele diz uma coisa muito bonita: 'Fui quadro antes de ser pintor'. O espetáculo acontece em espaços não convencionais, é desenhado para museus e galerias de arte porque está muito próximo da performance. Então utilizamos elementos de performance de artes plásticas como pincel, moldura, iluminação especial de galeria de arte"...

"Dix" será apresentado no Auditório do Instituto Goethe de Lisboa no dia 20 de fevereiro.

Peter Doig, a bela solidão

Entre os artistas plásticos contemporâneos que despertam mais interesse, um nome vem inevitavelmente ao espírito: Peter Doig, o pintor britânico, nascido em 1959.

E a Fundação Beyeler, que fica na cidade suíça da Basileia, está apresentando uma exposição imperdível deste gênio das telas.

A intensidade cromática, a beleza onírica e perturbadora e um quê de melancolia marcam a obra de Doig, cujos quadros sugerem estranhamento e solidão em meio a uma grande beleza.

A fonte de inspiração de Peter Doig são fotografias do seu álbum de família e imagens que ele "pesca" nas mídias e no cinema, realizando uma trama misteriosa entre cultura pop e história da arte.

Os admiradores incondicionais do pintor têm até 22 de março para se encantar diante das suas obras, verdadeiras viagens por mundos desconhecidos e, paradoxalmente, familiares.

Ouçam a nova sensação folk azz, a suíça Olivia Pedroli, cantando "The Path"

 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.