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Berlim/Cinema

Filme iraniano "Táxi" leva Urso de Ouro do Festival de Berlim

A sobrinha do diretor Jafar Panahi, que aparece no filme, recebe o Urso de Ouro, o prêmio máximo do festivald e Cinema de Berlim.
A sobrinha do diretor Jafar Panahi, que aparece no filme, recebe o Urso de Ouro, o prêmio máximo do festivald e Cinema de Berlim. REUTERS/Hannibal Hanschke

O filme em que o diretor iraniano Jafar Pahani dirige e atua foi o grande vencedor do Urso de Ouro, anunciado neste sábado (14) durante encerramento do 65° Festival de Cinema de Berlim. Outro destaque da premiação foi o filme "45 years" que levou os dois prêmios de melhor interpretação. O Brasil conquistou o prêmio do público em uma mostra paralela.

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Bruno Ghetti, de Berlim, para a Rádio França Internacional,

O vencedor do prêmio máximo do evento,o filme “Táxi”, do iraniano Jafar Panahi, mistura realidade e ficção e traz o próprio diretor no papel de si mesmo, dirigindo um táxi pelas ruas de Teerã e conversando com diversos tipos que habitam a cidade. O filme é uma reflexão sobre o autoritarismo do atual governo do país, ao qual Panahi faz aberta oposição.

O prêmio foi mais impactante ainda porque Panahi fez seu longa na clandestinidade, porque é proibido de filmar no Irã. E como não pode deixar o solo iraniano, o cineasta também não veio a Berlim receber o prêmio. A sobrinha dele, Hana Saeidi, que ainda é uma criança e que aparece no filme, foi quem subiu ao palco para receber o prêmio.

O filme “El Club”, do chileno Pablo Larraín, ganhou o Grande Prêmio do Júri. O longa, que denuncia casos em que a Igreja Católica protege alguns padres e freiras que cometeram crimes, e foi um dos mais polêmicos do festival.

Na categoria melhor diretor, houve empate: o romeno Radú Judê venceu pelo longa “Aferim!”, uma mensagem contra preconceitos e xenofobia, dividindo o prêmio com a polonesa Malgorzata Szumowska, que surpreendeu ao ser lembrada pelo estranho filme “Body”.

O filme britânico “45 Years” confirmou o favoritismo e levou os dois prêmios de atuação. Charlotte Rampling foi escolhida a melhor atriz e Tom Courtenay o melhor ator pelo filme, em que interpretam mulher e marido que vêm o casamento de 45 anos entrar em crise quando detalhes de um antigo romance dele vêm à tona.

Filme brasileiro recompensado

O Brasil não participou da mostra competitiva, mas não ficou de mãos abanando. A comédia “Que Horas Ela Volta”, de Anna Muylaert, ganhou o prêmio do público na mostra Panorama. O filme, que mostra mulher que deixa o Nordeste e vai a São Paulo, onde consegue trabalho como empregada doméstica, traz Regina Casé no papel principal.
 

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