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Polanski/Justiça

Justiça polonesa examina extradição de Polanski para EUA

O processo de extradição do cineasta franco-polonês Roman Polanski começou nesta quarta-feira (25) na Polônia.
O processo de extradição do cineasta franco-polonês Roman Polanski começou nesta quarta-feira (25) na Polônia. REUTERS/Kacper Pempel

Roman Polanski, compareceu nesta quarta-feira (25) a um Tribunal de Cracóvia que examina sua eventual extradição para os Estados Unidos. O cineasta franco-polonês, que mora na Europa desde o final dos anos 70, foi condenado na Califórnia por ter tido relações sexuais com uma menor, ato equivalente a um estupro na Justiça americana.

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O depoimento de Polanski aconteceu a portas fechadas. O cineasta, de 81 anos, estava sereno quanto chegou ao Tribunal regional de Cracóvia. Ele não fez nenhuma declaração à imprensa, mas seu porta-voz disse que foi o “cineasta que decidiu depor na Corte”.

A Justiça polonesa examina o novo pedido de extradição, feito no mês passado, pelos Estados Unidos, após uma aparição pública de Polanski em Varsóvia. Em 1977, o diretor de “Baile dos Vampiros”, na época com 43 anos, foi detido após ter tido relações sexuais com Samantha Geimer, de 13 anos. Depois de passar 42 dias na prisão, Polanski foi libertado sob fiança. Ele confessou o crime, mas fugiu dos Estados Unidos antes que a sentença fosse estipulada.

Extradição possível

A extradição de Polanski, que tem dupla cidadania polonesa e francesa, é possível, informa o Tribunal de Cracóvia. Na Polônia, seu ato já teria prescrito, mas o país deve respeitar o acordo de cooperação judiciária que tem com os Estados Unidos.

Os advogados do cineasta pediram na terça-feira (24), que as atas do pedido de extradição analisado pela Justiça suíça em 2009 fossem anexados ao processo. Há seis anos, Polanski foi detido em Zurique a pedido da justiça americana, teve sua prisão domiciliar decretada durante alguns meses, mas as autoridades de Berna decidiram não extraditá-lo.

A decisão do Tribunal polonês não deve ser revelada hoje, informou o presidente da casa, Dariusz Mazur, na abertura do processo. Mas vários observadores acreditam que a extradição do vencedor do Oscar em 2003, com o filme “O Pianista”, é muito pouco provável.

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