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Museu do Prado mostra a vida do pintor Goya em Madri

Áudio 08:15
"A Pipa", óleo sobre tela de Francisco de Goya, 1777-1778.
"A Pipa", óleo sobre tela de Francisco de Goya, 1777-1778. Museu do Prado

Nesta semana começamos nossa balada cultural por Madri, explorando a obra de um dos maiores pintores do mundo. Em seguida o destino é Paris e a coleção dos trajes de uma Mademoiselle de rara elegância, antes de irmos à Lisboa descobrir a modernidade brasileira em fotografias excepcionais.

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O Museu do Prado, na capital espanhola, está atraindo milhares de pessoas com a exposição "Goya em Madri", que retrata a genialidade do pintor espalhada pela cidade onde ele morou e vivenciou momentos felizes e dramáticos.

Nascido em Aragon, Francisco de Goya (1746-1828) fez de Madri a sua morada durante metade da vida.

Família, trabalho, e também doenças marcaram grande parte de sua trajetória entre a Corte real, que ele retratou com raro talento, e o povo madrilenho, pelo qual tinha uma grande admiração pintando seu cotidiano, trajes, sofrimentos, touradas e romarias.

A cidade de Madri inspirava profundamente o artista, que pintou suas paisagens em obras que hoje estão espalhadas pelo mundo.

Uma seleção de criações da exposição mostram papéis cartões pintados por Goya para tapeçarias para decorar os palácios reais.

"Goya em Madri" pode ser admirada até 3 de maio de 2015.

Mademoiselle Lanvin

Agora vamos falar de moda e puro refinamento. O Museu da Moda de Paris, o Palácio Galliera, está abrindo a

primeira mostra na capital dedicada à estilista Jeanne Lanvin (1867-1946), formada por cerca de cem modelos vindos das coleções do próprio Palácio Galliera e dos herdeiros de Lanvin.

Mademoiselle Jeanne começou a carreira em 1855 e quatro anos depois abriu a sua Maison Lanvin. O sucesso a levou a se instalar no famoso Faubourg Saint-Honoré. O nascimento de sua filha Marguerite a inspirou para inovar o conceito de trajes infantis, ao lado de luxuosas coleções femininas.

A mostra nos faz descobrir os diários de viagem, esboços e sua imensa coleção de livros de arte, nos quais buscava caminhos para materiais e cores e, é claro, os seus famosos bordados.

Discreta, Jeanne Lanvin teve uma intuição marcante do mundo moderno, uma das  explicações do seu sucesso.

"Lanvin" fica em cartaz de 8 de março a 15 de agosto.

Modernidade brasileira

Desde 21 de fevereiro passado, quatro grandes nomes da fotografia moderna no Brasil – Marcel Gautherot, José Medeiros, Thomaz Farkas e Hans Gunter Flieg – podem ser admirados na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

A Fundação explica que no começo dos anos 40, com a Segunda Guerra Mundial, o Brasil surgia como opção para milhares de imigrantes e também passava por uma forte modernização, que repercutiu em diversos setores da sociedade brasileira.

E é justamente essa mudança que o nosso país sofreu que foi captada pelas lentes talentosas dos fotógrafos, com olhares diferentes e sensíveis.

O leque das imagens é vasto, de uma Amazônia virgem e preservada às praias do Rio de Janeiro e seu cotidiano, os pescadores do Norte, tribos indígenas, indústrias e, como não poderia deixar de ser, a capital Brasília. Todo esse período teve fim em 1964, com a instauração da ditadura militar.

"Modernidades: Fotografia Brasileira de1940 a1964" pode ser vista até 19 de abril na Fundação Calouste Gulbenkian de Lisboa.

Ouçam a cantora Tricky interpretando "Overcome"

 

 

 

 

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