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França/Cultura

Cortes não devem afetar divulgação da literatura no exterior, diz Juca Ferreira em Paris

O ministro da Cultura brasileiro, Juca Ferreira, no Salão do Livro de Paris, nesta quinta-feira (19).
O ministro da Cultura brasileiro, Juca Ferreira, no Salão do Livro de Paris, nesta quinta-feira (19). Foto: RFI/Maria Emilia Alencar

O Salão do Livro de Paris, que este ano homenageia o Brasil, foi inaugurado oficialmente na noite desta quinta-feira (19) pelos ministros da Cultura brasileiro, Juca Ferreira, e francês, Fleur Pellerin. Em entrevista exclusiva à RFI, o ministro brasileiro informou que França e Brasil assinaram nesta quinta-feira um protocolo de intenções para reforçar a parceria cultural bilateral. Juca Ferreira disse ainda que os cortes anunciados no ministério não devem ter um grande impacto na política de divulgação da literatura brasileira no exterior.

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A cerimônia de inauguração aconteceu no imponente pavilhão brasileiro no Salão do Livro de Paris, um espaço de 500m2, com dois auditórios, áreas de negócios e uma livraria. Depois de uma primeira homenagem em 1998, essa é a segunda vez que o Brasil é o país convidado do evento, um fato inédito na história da feira parisiense.

Em seu discurso, a ministra francesa lembrou os laços históricos que unem a França e o Brasil há 200 anos. El disse que essa dupla homenagem “simboliza a força da amizade literária entre os dois países” e o fato que Brasil e França compartilham a mesma ambição pelo livro e leitura pública”.

Antes da inauguração, os dois ministros assinaram um protocolo de intenções para constituir um grupo de trabalho visando a ampliação dessa cooperação, não somente na literatura, mas também na cultura digital. Segundo o ministro Juca Ferreira, o Brasil quer, por exemplo, aproveitar a experiência francesa do preço único do livro no debate que acontece neste momento no Parlamento nacional.

Cortes no orçamento

O ministro da Cultura falou com exclusividade à RFI no Salão do Livro de Paris. Ele ressaltou a importância das bolsas de tradução da Fundação Biblioteca Nacional que têm dado mais visibilidade aos livros e autores brasileiros em outros países. Juca Ferreira não acredita que os cortes anunciados no orçamento “irão afetar duramente” esse programa de apoio.

“Estou trabalhando para reduzir o dano com redução de despesas. Fazer os cortes de uma forma qualificada e não às cegas para impedir que processos que estão dando certo sejam interrompidos”, afirmou o ministro.

Agentes literários, tradutores e editoras francesas temem que os cortes anunciados no ministério da Cultura em 2015 tenham repercussões e freiem o programa de bolsas para a tradução, que foi incrementado a partir de 2011. No ano passado, o número de traduções já começou a cair, passando de 209 em 2013, em todo o mundo, para 169. Muitas das cerca de 30 traduções de livros brasileiros que estão sendo publicadas agora na França, receberam o apoio do programa.

Participação brasileira

A delegação oficial brasileira era inicialmente composta por 48 escritores, mas cinco desistiram de vir a Paris, por motivos pessoais ou profissionais. A seleção dos autores visa mostrar a vitalidade e a diversidade da literatura nacional.

O Salão do Livro de Paris abre suas portas ao público na manhã desta sexta-feira (20) no centro de convenções da Porte de Versailles e acontece até o dia 23 de março. Quase 200.000 visitantes são esperados. Além do Brasil, a feira conta com 1.200 expositores e 30.000 profissionais da edição de 50 países.

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