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De Jagger a Clint Eastwood, fotógrafo Anton Corbijn expõe retratos em Haia

Áudio 08:26
Mick Jagger, vestido de mulher, fotografado por Anton Corbijn em Glasgow, em 1996.
Mick Jagger, vestido de mulher, fotografado por Anton Corbijn em Glasgow, em 1996. Anton Corbijn

Nesta semana começamos a balada cultural pela Holanda para curtir uma exposição de fotografias de músicos e artistas míticos; depois o destino é Londres onde descobrimos o que os artistas colecionam em suas casas. Depois de assistir uma performance na Finlândia, aterrissamos no sul da França para o festival de cinema mais famoso do mundo.

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O ator Clint Eastwood fotografado por Corbin no Festival de Cinema de Cannes, em 1994.
O ator Clint Eastwood fotografado por Corbin no Festival de Cinema de Cannes, em 1994.

O fotógrafo holandês Anton Corbijn é considerado um dos nomes mais expressivos quando falamos em imagens ligadas à indústria musical. E quem passar por Haia pode conferir no belíssimo Gemeente Museum, o museu municipal da cidade, onde está sendo apresentada a mostra HOLLANDS DEEP.

Corbijn, que sopra 60 velinhas este ano, vasculhou nos seus arquivos e selecionou cerca de 300 fotos em preto e branco de bandas, cantores e cantoras de diversas gerações.E  é esse percurso pelo tempo que faz o encanto da mostra: Nirvana, com o inesquecível Kurt Cobain, U2, Dépêche Mode, Nick Cave, Rolling Stones...

O que marca o seu trabalho é sempre o ar de mistério, mesmo quando quem está diante da sua máquina não usa máscara, acessório que ele utilizou muito nos seus trabalhos.

Artistas de cinema, como Clint Eastwood e Johnny Depp, também estão na mira do olhar deste que se define como um cruzamento de fotógrafo tradicional e fotógrafo documentarista. Desde 2003, Corbijn se dedica à direção de vídeos musicais e longas metragens.

A mostra HOLLANDS DEEP pode ser vista no Museu Municipal de Haia até 21 de junho.

"Diga-me o que colecionas, te direi quem és"!

Colecionar objetos é uma paixão que quase todo mundo tem. Mas nada mais curioso do que descobrir o que os

Coleção do artista inglês John Carne exposta no Barbican Centre de Londres. © Photo: Felix Krebs
Coleção do artista inglês John Carne exposta no Barbican Centre de Londres. © Photo: Felix Krebs

artistas colecionam. Foi a partir dessa ideia que o Barbican Centre de Londres montou uma exposição com os objetos de estimação de artistas pós-guerra e contemporâneos, com o nome de Magnificent Obsessions (Obsessões Magníficas, em tradução livre).

O resultado é genial: cada artista ganhou o seu espaço para juntar tudo o que coleciona e montar um ambiente totalmente pessoal, como vocês podem imaginar. De raridades a excentricidades, passando por discos vinyl e miniaturas, podemos observar as influências e o universo dos criadores através das suas coleções.

O interessante é que se uns são mais seletivos e exigentes, outros acumulam um monte de bugigangas, muitas delas sem nenhum valor. Andy Warhol, Damien Hirst, Peter Blake e Hiroshi Sugimoto estão entre os 10 criadores que levaram o seu mundo pessoal para dentro do Barbican Centre.

Quem passar por Londres, tem até o dia 25 deste mês para se surpreender com Magnificent Obsessions.

Cabeça falante

O performer Janne Saarakkala durante o espetáculo Talking Head, em Helsinki. Foto: Ellen Vestergård-Friis
O performer Janne Saarakkala durante o espetáculo Talking Head, em Helsinki. Foto: Ellen Vestergård-Friis

Talking Head, Cabeça Falante, é o nome do espetáculo apresentado até 30 de maio no Kiasma Theatre em Helsinki.

A ideia é incrível e só poderia dar certo se realizada por um enorme talento, como o do performer Janne Saarakkala: diante da plateia lotada, ele começa a falar, falar tudo o que vier na cabeça. Tudo mesmo, sem nenhum ensaio ou preparação. Divertido, provocante.

E como em todas as suas performances, tem sempre uma situação problemática envolvendo o fotógrafo norte-americano Robert Mapplethorpe, única referência antecipada. Mas qual vai ser o problema, nem o performer sabe antes do show começar!

De Cannes para o mundo

Terminamos falando, é claro, do Festival Internacional de Cinema de Cannes, que estendeu o tapete vermelho no

«Nossa irmãzinha » do diretor japonês Hirokazu Kore-Eda, é um dos filmes em competição pela Palma de Ouro.alme d'or du 68e Festival de Cannes.
«Nossa irmãzinha » do diretor japonês Hirokazu Kore-Eda, é um dos filmes em competição pela Palma de Ouro.alme d'or du 68e Festival de Cannes. DR

sul da França na quarta-feira passada para a sua 68ª edição sem presença brasileira. E até 24 de maio, o festival promete muitas revelações, surpresas e quem sabe, algum perfume de escândalo...Mas o que diz Thierry Fremeaux, o diretor do festival, sobre o cinema de hoje?

"Com relação à forma, o momento atual é muito difícil. Cento e vinte anos após o surgimento do cinema, nos encontramos em um mundo no qual o cinema não é mais o único vetor de imagens. Tem os vídeos na internet, as pessoas com smartphones... Todo mundo produz imagens hoje em dia", reflete Fremaux, observando que para o cinema continuar a existir, ele tem de se reinventar.

Ouça a rapper franco-chilena Ana Tijoux interpretando Sacar la Voz:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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