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Cultura

A meio caminho, Cannes já tem fortes pretendentes à Palma de Ouro

Áudio 07:49
« Mia Madre », de Nanni Moretti, em competição pela Palma de Ouro.
« Mia Madre », de Nanni Moretti, em competição pela Palma de Ouro. Le Pacte

O Festival de Cinema de Cannes está quase na metade e já podemos falar em alguns favoritos e decepções. “Mia Madre”, do italiano Nanni Moretti, que já levou a Palma de Ouro em 2001 por “O Quarto do Filho”, é um deles. A perda volta ao universo intimista de Moretti, agora abalando a personagem principal, uma diretora de cinema às voltas com uma nova produção, os atritos com a filha adolescente e a morte iminente da mãe.

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O diretor italiano tem fortes chances de se juntar ao seleto clube dos ganhadores de duas Palmas de Ouro, que por enquanto tem apenas quatro sócios: Emir Kusturica (1985 e 1995), Francis Ford Coppola (1974 e 1979), Bille August (1988 e 1992) et Shohei Imamura (1983 e 1997).

A Itália, alias, comparece com força nesta edição, com três diretores consagrados. Além de Moretti, competem pela Palma de Ouro Matteo Garrone, Grande Prêmio do júri em 2008 por Gomorra, e Paolo Sorrentino, que já concorreu quatro vezes pelo prêmio máximo no festival.

Shoah na primeira pessoa

O primeiro soco no estômago veio da Hungria, com “O Filho de Saul”, primeiro longa-metragem de Laszlo Nemes. O holocausto é tema recorrente no cinema, mas desta vez ele vem através da ótica de um prisioneiro de Auschwitz-Birkenau, obrigado a trabalhar nas incinerações e dispersão de cinzas de outros judeus. Ele organiza filas e separa pertences dos mortos enquanto espera a própria vez.

Já o tom inusitado veio com “A Lagosta”, do grego Yorgos Lanthimos. A solteirice é um estigma no futuro próximo – solteiros são colocados em um hotel, com a missão de encontrar um parceiro/uma parceira em 45 dias, caso contrário são transformados em animais à escolha. O personagem principal, vivido por Colin Farrell, chega acompanhado de um cão, na verdade, seu irmão. Farrel escolher ser uma lagosta, que vive até os cem anos, caso não consiga encontrar uma parceira.

Decepção

A primeira grande decepção veio do americano Gus van Sant, Palma de Ouro em 2003 por Elefante. O aguardado “Sea of Trees”, com Matthew McConaughey foi até vaiado. Para João Paulo Miranda Maria, que concorre em Cannes na categoria de curta-metragem com “Command Action”, o longa de Gus Van Sant é “água com açúcar, mais morna, bem diferente de outros filmes, apesar das boas interpretações.

Polêmica

As mostras paralelas e fora de competicao também trazem boas novidades. Como o documentário Amy, sobre a vida de Amy Winehouse, que morreu em 2011, aos 27 anos, após uma noitada regada a muito álcool. O britânico Asif Kapadia traz o perfil da artista em filme contestado pela família. Kapadia é diretor de “Senna”, premiado documentário sobre o piloto brasileiro Ayrton Senna.

No próximo dia 24, domingo, o Festival de Cannes divulga os vencedores da 68ª edição.
 

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