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Bélgica/Moda

Festival Summer of Fashion homenageia estilistas belgas

Criação de Ann Demeulemeester, dos "Seis da Antuérpia" ilustra transformação da moda na década de 1980.
Criação de Ann Demeulemeester, dos "Seis da Antuérpia" ilustra transformação da moda na década de 1980. Patrick Robyn

Começa nessa sexta-feira (5) em Bruxelas a exposição “Les Belges - Une histoire de mode inattendue” (Os belgas, uma história inesperada da moda). A mostra, que homenageia o trabalho dos estilistas do país, é um dos principais eventos do Festival Summer of Fashion, que conta com uma série de manifestações no Bozar, o museu de Belas Artes da cidade.

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O que têm em comum as marcas Dior, Versus Versace, Theory e Diane von Fürstenberg? Além do sucesso nas passarelas, todas têm, por trás de suas silhuetas, a criatividade de estilistas belgas e serviram de vitrine para a vivacidade e o dinamismo da criação no pequeno país europeu. 

A Bélgica é um dos principais fornecedores de talentos do mundo da moda desde o início dos anos 1980, quando um grupo de colegas com nomes impronunciáveis, que ficou conhecido como os “Seis da Antuérpia” ganhou fama internacional. Composto por Dries Van Noten, Dirk Bikkembergs, Marina Yee, Dirk Van Saene, Walter Van Beirendonck e Ann Demeulemeester, a turma de então desconhecidos abriu a porta para outros designers, como Raf Simons e Kris Van Assche, que dirigem, respectivamente, o estilo feminino e masculino da Dior, ou ainda Anthony Vaccarello, responsável pela linha mais acessível de Donatella Versace. Sem esquecer o misterioso Martin Margiela, o fascinante Haider Ackermann ou ainda Olivier Theyskens, que assina as coleções da norte-americana Theory, depois de ter passado pelas maisons francesas Rochas e Nina Ricci.

“Há décadas, nossos compatriotas são reconhecidos no mundo inteiro por seu profissionalismo e domínio técnico de suas criações", explica Didier Vervaeren, curador da exposição “Les Belges - Une histoire de mode inattendue”. Mas, bem além de uma simples homenagem ao savoir-faire técnico dos estilistas, a mostra tenta decifrar o DNA da moda do país, expondo o trabalho de mais de 70 designers, desde os pioneiros da "Veneza do Norte" até a nova geração.

Fugindo do percurso cronólogico habitual desse tipo de exposição, os organizadores dividiram a mostra em temas, como "Vocabulary", que questiona a singularidade dos estilistas belgas e confirma que vanguarda e uma boa dose de ironia são o denominador da moda belga exposta no museu de Belas Artes de Bruxelas. A seleção batizada "Heritage" aborda a forte ligação dos talentos do país com o surrealismo do compatriota Magritte, enquanto em "Laboratories" o visitante descobre que parte dessa efervescência belga é fruto de uma tradição na indústria têxtil que data do início do século na Bélgica, mas também da ação de excelentes escolas de estilismo, como La Cambre ou a Academia Real de Belas Artes da Antuérpia. O passeio continua pelas temáticas "Love Story", "Limitless", "Worthwile" e termina com os novos talentos, chamados, ironicamente, de "Nouvelle Vague".

Summer of Fashion

Além da exposição sobre os estilistas belgas, que vai até 13 de setembro, o festival Summer of Fashion traz outros eventos ligados à moda, como uma mostra com fotos de nus da britânica Vivienne Westwood imortalizada por Juergen Teller, uma projeção do filme documentário Dior & I, ainda inédito na Bélgica, ou ainda uma mostra na galeria Dépendance, organizada pela Maison Margiela Bruxelles em colaboração com o artista britânico Linder Sterling.

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