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Cultura

Museu d’Orsay exibe prostituição da "Belle Époque" de Paris

Áudio 05:46
"O Absinto", de Degas.
"O Absinto", de Degas. © Musée d’Orsay, Dist. RMN-Grand Palais / Patrice Schmidt

A prostituição de meados do século 18 até inicio do século 19 é tema de uma mostra muito especial no museu d’Orsay, de Paris: “Esplendores e dores – imagens da prostituição, de 1850 a 1910”. As obras vêm do mundo todo, assinadas por artistas como Degas, Toulouse-Lautrec, Monet, Manet, Picasso e outros. São pinturas, desenhos, objetos e muitas fotos.

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A cenografia assinada por Robert Carsen, especialista em grandes óperas, teatro e musicais, exibe as obras num ambiente intimista, de muito vermelho e veludo. “Prostitutas e cortesãs são presenças frequentes no mundo da ópera, por isso já fiz muitas pesquisas sobre o assunto”, diz o canadense. “Mas desta vez tive de me aprofundar ainda mais e descobri muitas facetas – eu já sabia de fotos, mas a produção gráfica da época é muito diversa”, acrescenta.

A mostra aborda a época do apogeu das cortesãs, símbolo de riqueza e virilidade para os homens ricos que as sustentavam. Esse era o lado luxuoso do métier, que também podia ir para as ruas, muitas vezes de maneira não muito clara, na pele de vendedoras ambulantes, garçonetes e passantes.

Bailarinas "protegidas"

A prostituição invadia até os bastidores da Ópera Garnier, templo do balé parisiense. Atrás do palco, um espaço privativo permitia encontros entre jovens bailarinas e admiradores. Uma pintura de Degas na exposição mostra uma bailarina dançando no palco e um homem bem vestido, visto do pescoço para baixo, atrás das cortinas. Provavelmente um “protetor”, muito comum na época.

O evento explora ainda as famosas “maisons closes”, casas privativas que funcionavam como prostíbulos. A exposição convida o visitante a ser um voyeur, a frequentar bares de má fama, cabarés e quartos clandestinos. Duas partes são proibidas para menores de 18 anos, com fotos e filmes mudos com cenas de sexo explícito.

A mostra “Esplendores e dores, imagens da prostituição” fica em cartaz em Paris, até janeiro de 2016

 

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