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Meio Ambiente

Exposição sobre a Antártida alerta para proteção da biodiversidade polar

Áudio 05:23
A exposição Antarctica no Museu des Confluences, Lyon vai até dia 31 de dezembro.
A exposição Antarctica no Museu des Confluences, Lyon vai até dia 31 de dezembro. ®Vincent Munier

Uma exposição em cartaz no Museu des Confluences, em Lyon, no sudeste da França, nos leva diretamente ao continente gelado, a Antártida. Realizada após uma expedição liderada pelo documentarista francês Luc Jacquet, diretor do premiado "A Marcha dos Pinguins", a mostra é uma ode à biodiversidade polar e sua proteção, um apelo também pela luta contra o aquecimento global.

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Vídeos, fotos e um percurso que oferece uma experiência sensorial única tentam reproduzir a aventura da equipe liderada por Jacquet e os fotógrafos Vincent Munier e Laurent Ballesta no Museu des Confluences.

A exposição começa com a reprodução do vestiário, onde os participantes da expedição se preparavam para as incursões. Em seguida, o público é convidado a mergulhar em companhia de focas e pinguins.

Do fundo do oceano Austral às superfícies das geleiras, em todo o caminho que o visitante faz no espaço da exposição, ele é guiado por mergulhadores virtuais. Tudo isso regado a muita informação e a sons e imagens que reproduzem o ambiente antártico. No final, uma grande surpresa: uma reprodução 360 graus em vídeo de uma geleira lotada por pinguins.

“O objetivo da exposição é mostrar diversos olhares sobre um mesmo lugar, mas com pontos de vista diferentes: dos mergulhadores, dos fotógrafos e do cineasta, para poder oferecer ao público que não teve a possibilidade de visitar a Antártida a oportunidade de descobrir de forma mais fiel possível emoções e sensações em relação a esse continente gelado.

Segundo o documentarista, a exposição também é uma forma de conscientizar o público sobre a preservação do continente gelado. “Precisamos cuidar destas terras, extremamente frágeis, e sobre as quais há questões climáticas e de conservação da natureza que são muito importantes hoje.”

Aventura inédita

A expedição liderada por Jacquet partiu da Austrália, em uma viagem de mais de dez dias até a base de Dumont d'Urville, na Terra Adélia, distrito das Terras Austrais e Antárticas Francesas, no final de 2015. O grupo, formado por 11 pessoas, passou 45 dias no local, aventura para a qual cinco toneladas de material foram levadas.

Essa foi a primeira vez que uma equipe artística se engajou em uma aventura deste tamanho. Um grande desafio, explica o documentarista. “Foi muito difícil organizar essa expedição, foram 2 anos de trabalho intenso. São lugares extremamente protegidos, então foi preciso detalhar tudo o que pretendíamos fazer. Foi muito complicado também encontrar financiamento porque o projeto custou muito caro. Depois, também sabíamos que o lugar era arriscado para nós, e para o material que levamos. Então, é verdade que realizamos projetos como esse uma vez na vida”, diz.

Para a assessora de imprensa do Museu des Confluences, Claire-Cécile David, o público tem uma experiência única na mostra. “Poucas pessoas podem visitar a Antártida. E a possibilidade de mergulharmos no mar Austral é ainda menor. É isso que nos oferece essa exposição. O que é interessante também nessa mostra é o encontro das artes e das ciências. As pessoas que lideraram a expedição são artistas e também cientistas. E são grandes aventureiros! Pessoas que têm uma experiência de vida inacreditável”, ressalta.

Exposição vai virar documentário

A exposição fez tanto sucesso que as imagens feitas pela equipe no continente gelado vão virar documentário, sob direção de Jérôme Bouvier. Já Luc Jacquet prepara uma segunda versão da Marcha dos Pinguins, que vai estrear em fevereiro de 2017 na França.

Antarctica fica em cartaz no Museu des Confluences em Lyon, no sudeste da França, até o dia 31 de dezembro.

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