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Cultura

Osesp abre turnê europeia no Festival Internacional de Edimburgo

Áudio 05:03
Sala São Paulo, sede da Osesp, é uma das melhores do mundo, segundo o jornal britânico The Guardian.
Sala São Paulo, sede da Osesp, é uma das melhores do mundo, segundo o jornal britânico The Guardian. Marcio de Assis/Wikimedia Commons

A Orquestra Sinfônica de São Paulo (Osesp) ensaia para se apresentar em três grandes festivais europeus de música clássica em agosto: o Festival Internacional de Edimburgo, na Escócia, o Festival de Verão de Lucerna, na Suíça, e o BBC Prom’s 2016, na Inglaterra. A batuta fica a cargo da regente americana Marin Alsop, que ocupa o cargo de diretora musical desde 2012.

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A Osesp existe desde 1954, tendo vivido altos e baixos. Um período intenso foi sob a direção de Eleazar de Carvalho, durante 24 anos. Depois de uma longa crise, a orquestra viveu um renascimento importante sob o comando do maestro John Neschling, a partir do final dos anos 1990. Hoje, a Osesp é uma orquestra internacional reconhecida, com uma das melhores salas de concerto do mundo, a Sala São Paulo, segundo uma seleção do jornal britânico The Guardian.

“O mero fato de sermos convidados já é um grande reconhecimento para a Osesp”, disse Arthur Nestrovski, diretor artístico da orquestra, à RFI Brasil sobre a turnê internacional. “Para se preparar para esses concertos, a orquestra faz um trabalho muito intensivo e isso é bom para a saúde da orquestra, para a moral dos músicos”, diz. Ele lembra que, no ano passado, a Osesp passou três semanas na Europa, passando por Berlim, Paris e Zurique, com ótimas críticas em cada país. “Com essas resenhas internacionais, os empresários, agências, solistas e regentes redobram a atenção com a Osesp, facilitando também um convite para trazê-los para São Paulo”.

"Osesp é um centro musical", diz diretor artístico

Nestrovski fala com animação sobre as inúmeras atividades atuais da Osesp. Só a sinfônica faz mais de 130 concertos por temporada, incluindo turnês, matinais e apresentações a preços populares. “A Osesp é um centro musical que abarca muitos outros grupos: orquestra de câmara, quarteto de cordas e coros. Ao todo, são mais de 300 apresentações. Temos ainda uma academia de música com 20 jovens músicos e 20 jovens cantores”, acrescenta. O diretor artístico destaca também a editora da Osesp e o selo digital, que oferece vários álbuns com download gratuito.

Além disso, a Osesp mantém um departamento educativo que atende 60 mil crianças e jovens em concertos especiais e ensaios abertos ao público e um monitoramento de mil professores da rede pública. Nestrovski cita ainda dois grandes projetos em curso: a gravação de toda a obra de Villa Lobos, conduzidas por Isaac Karabchevsky, e as sinfonias de Prokofiev, sob regência de Marin Alsop.

Osesp vai tocar Villa Lobos e Marlos Nobre

“A missão da orquestra também é difundir a nossa música”, diz Nestrovski. A turnê europeia de agosto inclui obras como “Kabbalah, Op.96”, de Marlos Nobre; “Bachianas Brasileiras n°4, Prelúdio”, e “Choros n°10 – Rasga o Coração”, de Villa Lobos. Na Prom’s de Londres, haverá ainda uma seleção de MPB em versão sinfônica.

Apesar da robustez da Fundação Osesp, a crise econômica também provocou demissões e cortes no orçamento. “Mas a nossa expectativa é que haja uma melhoria a médio e longo prazo, pois a Osesp está sofrendo, como todas as outras instituições culturais”, relata Arthur Nestrovski.

Veja abaixo vídeo com a pianista Gabriela Montero, que vai se apresentar na Europa com a Osesp:

Datas: 22/8/2016, Festival Internacional de Edimburgo, na Escócia; 24/08/2016, Festival BBC Proms, em Londres, Reino Unido; 26/08/2016, Festival de Verão de Lucerna, na Suíça.

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