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Cultura

Ingressos para Orquestra Juvenil da Bahia em Paris esgotam em 24h

Áudio 05:11
O bis do concerto de estreia da Orquestra Juvenil da Bahia em Montreux, no dia 30 de agosto de 2016, foi regido pelo jovem maestro Cássio Bitencourt.
O bis do concerto de estreia da Orquestra Juvenil da Bahia em Montreux, no dia 30 de agosto de 2016, foi regido pelo jovem maestro Cássio Bitencourt. Neojiba/Lenon Reis

A orquestra Juvenil da Bahia está em turnê na Europa. Os concertos começaram nesta semana em Montreux, no Festival de Música Clássica da cidade suíça, passam por várias cidades italianas, antes de chegar a Paris. A Juvenil da Bahia será a primeira orquestra brasileira a se apresentar na sala Filarmônica de Paris, no próximo dia 12 de setembro, e os ingressos, colocados à venda em maio, esgotaram em 24 horas.

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A orquestra é a principal formação do projeto educativo e social Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia (Neojiba), que visa o desenvolvimento e a integração dos jovens carentes que a compõem. O programa do governo baiano foi fundado em 2007, inspirado no famoso El Sistema venezuelano, e beneficia cerca de 4.600 crianças e adolescentes. Mais de 100 músicos, com idades que variam de 13 a 29 anos, integram a orquestra.

Muitos, como o fagotista Luís Felipe de Souza, de apenas 15 anos, que começou a aprender música no Neojiba há três anos, saíram do Brasil pela primeira vez. Ele está achando tudo “maravilhoso, muito diferente do que imaginava”.

A contrabaixista Kivia Santos, de 23 anos, está no Neojiba desde o início, já participou de todas as turnês da orquestra e hoje, a graças ao Neojiba, onde também atua como multiplicadora, vive de música. “Se não tivesse entrado no Neojiba, hoje estaria me formando em outra profissão e não em música na universidade”, acredita Kivia.

Essa é a sexta turnê internacional da Juvenil da Bahia. Nesses concertos na Europa, a formação é acompanhada por músicos de renome internacional, como a violinista Midori Goto, solista do concerto para Violino de Beethoven na estreia da turnê em Montreux.

Em Paris, a vedete será a pianista argentina Martha Argerich. Proporcionar esses encontros dos jovens baianos com grandes músicos da atualidade tem sido, desde o início do projeto, uma preocupação do maestro e pianista, Ricardo Castro, fundador e diretor artístico do Neojiba.

“É um projeto social, mas que promove essa transformação por meio da procura da excelência. E nessa procura da excelência, a gente tem oferecido a esses jovens o acesso ao que há de melhor na música de concerto no mundo para mostrar um parâmetro de qualidade”, detalha o maestro.

O trompetista Helder Passinho, membro fundador do Neojiba, será solista em Paris, ao lado de Marta Argerich no concerto para Piano e Trompete n°1 de Shostakovich. Para ele, tocar ao lado da pianista argentina e em Paris é um sonho que se realiza.

Por onde passa, a Juvenil da Bahia tem seduzido o público por suas interpretações inspiradas, improvisações no palco e por seu repertório diversificado, que concilia músicas clássicas e brasileiras.

A violinista Midori Goto e Ricardo Castro, maestro e fundador do Neojiba, em Montreux.
A violinista Midori Goto e Ricardo Castro, maestro e fundador do Neojiba, em Montreux. Neojiba/Leon Reis

 

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