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"Sou um pintor instintivo": Stéphane Daure, artista plástico

Áudio 07:12
Stéphane Daure, psiquiatra e artista plástico.
Stéphane Daure, psiquiatra e artista plástico. RFI

O psiquiatra e artista plástico francês Stéphane Daure está expondo suas telas de grande formato na Casa do Brasil, na Cidade Universitária de Paris, de 18 a 21 de maio. Autodidata, ele vai se reinventando segundo suas inspirações. O Brasil faz parte do seu universo e está no seu roteiro de viagens frequentes.

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A história de amor de Stéphane Daure com o Brasil começou na infância, nos anos 70, quando seu pai foi ao país. Ele se recorda dos presentes que ganhou, das conversas sobre o ídolo do futebol na época, Pelé, e um fato que o marcou: o pai quase se afogou na praia de Copacabana. Vinte anos depois, já estudante de medicina, ele foi para o Brasil sozinho fazer um estágio no Rio de Janeiro, quando encontrou sua esposa, que é brasileira. As cidades do Rio e Belém do Pará passaram a ser suas referências.

E como Stéphane define sua pintura? " Sou um artista autodidata, nunca estudei com um professor ou em uma escola de pintura. Costumava ver meu avô pintar, aos domingos, e isso foi me 'pegando', até eu chegar hoje à Casa do Brasil", ele brinca, lembrando que faz diversas mostras, mas sempre em círculos privados.

As inspirações do pintor são variadas, "imprevisíveis e acidentais. Os grandes formatos me permitem entrar na tela, ser absorvido por ela para que o olhar não controle a situação,é o pintor que é observado pela tela", explica, observando que não é um pintor de conceitos. "Posso contar a história depois, é mais fácil quando o quadro está feito, mas a história do quadro eu não sei muito bem de onde vem, do corpo, talvez".

Daure tem ligação com as cores primárias e ficou encantado ao chegar na Casa do Brasil, realizada pelo arquiteto Le Corbusier, e ver que ele explorou as cores primárias na concepção do prédio, usando o preto, o vermelho, o amarelo. "Meus quadros foram bem acolhidos nesse prédio de cores fortes".

Uma parte das obras de Stéphane Daure se inspiram no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro.

 

 

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