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Marighella/Berlinale

“Marighella”, de Wagner Moura, é destaque brasileiro na Berlinale

“Marighella”, de Wagner Moura, é destaque brasileiro na Berlinale.
“Marighella”, de Wagner Moura, é destaque brasileiro na Berlinale. Divulgação

Em tempos sombrios para a cultura no Brasil, o filme “Marighella”, de Wagner Moura, é destaque fora de competição na 69ª edição da Berlinale. Outros dez longas brasileiros vão ser exibidos no festival de Berlim, um recorde de representação no evento. A abertura aconteceu nesta quarta-feira (7).

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Da enviada especial a Berlim

Seu Jorge vive o militante de esquerda baiano Carlos Marighella que lutou na guerrilha contra a ditadura e morreu numa emboscada em 1969. É a estreia de Wagner Moura na direção e a première mundial vai ser na sexta-feira (15).

“O recorte temporal é do golpe de 1964 até a morte de Marighella em 1969 – os últimos cinco anos de sua vida”, conta Moura em entrevista ao site Brasil de Fato. “Esse Marighella é o cara que resolve ir para a luta armada, resolve que a única possibilidade de lutar pela democracia, justiça social, liberdade, igualdade, é essa”, explica o cineasta.

Seu Jorge vive Marighella em filme dirigido por Wagner Moura.
Seu Jorge vive Marighella em filme dirigido por Wagner Moura. Divulgação

A sessão Panorama traz dois filmes brasileiros em competição, em um total de 45 longas. O documentário “Estou me guardando para quando o carnaval chegar”, de Marcelo Gomes, trata da transformação de uma pequena cidade do agreste pernambucano em polo têxtil. Através de histórias e lembranças, o diretor fala de transformação social e econômica.

Nanini é enfermeiro fã de Greta Garbo

Já “Greta”, de Armando Praça, traz Marco Nanini no papel de Pedro, um enfermeiro de 70 anos, fã de Greta Garbo, que precisa dar um jeito para liberar um leito para sua melhor amiga, que tem problemas renais grave. Ele acaba acolhendo em casa um outro paciente, com quem tem um envolvimento amoroso.

Marco Nanini em "Greta", de Armando Praça.
Marco Nanini em "Greta", de Armando Praça. Divulgação

Ainda na mostra Panorama, “La Arrancada”, de Aldemar Matias, é uma coprodução França-Cuba-Brasil. “Breve Historia del Planeta Verde”, de Santiago Loza, teve produção conjunta da produtora brasileira Anavilhana com a Argentina, Alemanha e Espanha. Já “Divino Amor”, de Gabriel Mascaro, que teve estreia mundial em Sundance, é exibido pela primeira vez na Europa, e teve coprodução da produtora brasileira Desvia com Uruguai, Dinamarca, Chile, Noruega e Suécia.

Reivindicações jovens

Na sessão Forum, os brasileiros selecionados foram “Querência”, de Helvécio Marins Jr., uma coprodução com a Alemanha, “Chão”, de Camila Freitas, e “Rosa Azul de Novalis”, assinada a quatro mãos por Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro. “Ensaio”, de Tamar Guimarães, é o destaque brasileiro na sessão Expanded da Forum.

“Espero tua (re)volta, de Eliza Capai, dá voz às reivindicações dos jovens e participa da Mostra Generation. Na competição de curtas, o Brasil é representado por “Rise”, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca, uma coprodução entre Brasil, Canadá e EUA.

 

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