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Moda/França

Moda: Justiça confirma falência da marca francesa Sonia Rykiel

Desfiles em março de 2018 da marca Sonia Rykiel, conhecida por suas malhas listradas e apresentações festivas e com modelos sorridentes, na contramão do ritual da moda.
Desfiles em março de 2018 da marca Sonia Rykiel, conhecida por suas malhas listradas e apresentações festivas e com modelos sorridentes, na contramão do ritual da moda. BERTRAND GUAY / AFP

O tribunal do comércio de Paris confirmou nessa quinta-feira (25) a falência da marca de moda Sonia Rykiel. A grife, que encontra dificuldades desde a morte de sua fundadora, em 2016, procurava novos sócio há meses. 

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A marca criada nos anos 1970 pertencia ao grupo First Heritage Brands, de Hong Kong. Mas diante de dificuldades financeiras e problemas de gestão, a empresa registrou um faturamento de € 35 milhões e um prejuízo de € 30 milhões, o que não era suficiente para manter sua rede de seis lojas próprias.

Alguns investidores apresentaram propostas para comprar a marca, mas as ofertas teriam sido muito baixas e não teriam interessado os proprietários. Diante do impasse, a justiça confirmou a falência, o que acarretará a demissão dos 131 funcionários.

Filha de um francês e uma romena, a estilista Sonia Rykiel começou sua carreira como vitrinista em 1948, antes de fundar sua marca, 20 anos depois. Personagem emblemática da chamada Rive Gauche parisiense (região sofisticada situada na margem esquerda do rio Sena), ela sempre frequentou os meios intelectuais da capital e chegou a publicar vários livros. Ela também foi um dos personagens do filme "Prêt-à-porter", de Robert Altman, que mostrou os bastidores da moda em 1994.

Sonia Rykiel ficou famosa por seu trabalho com o tricô e suas criações em malhas listradas. Ela também marcou a história da moda por seu engajamento pela liberação das mulheres, sempre apresentando modelos que desfilavam sorridentes e saltitantes, enquanto a regra ditava posturas mais contidas nas passarelas.

Mas ao contrário de outras marcas de sua geração, que foram compradas nos anos 1990 por grandes grupos, como LVMH ou Kering, a empresa tentou se manter nas mãos da família e durante muito tempo foi uma das raras maisons independentes. A grife chegou a ser dirigida por Nathalie Rykiel, filha da fundadora, antes de finalmente ser adquirida pelo grupo First Heritage Brands em 2012, que investiu cerca de € 200 milhões em sete anos, mas não conseguiu alcançar a estabilidade diante da concorrência cada vez maior do setor

 

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