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Fotógrafa mineira Lucia Adverse expõe obras e lança livro em Paris

Áudio 07:00
A fotógrafa, Lucia Adverse.
A fotógrafa, Lucia Adverse. RFI/Elcio Ramalho

Além de uma das atrações da mostra Terra Brasilis, que reúne em Paris grupo de fotógrafos de arte brasileiros, a mineira Lucia Adverse apresenta em sua estada na cidade uma exposição individual de obras dedicadas às mulheres e à natureza, e ainda lança seu primeiro livro de fotografias, publicado por uma editora italiana.

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A agenda repleta é resultado do interesse crescente que seu trabalho desperta entre colecionadores e o público que aprecia fotografias artísticas.

Seu currículo inclui exposições em várias cidades do Brasil, da China, Los Angeles, e Paris, onde o reconhecimento de seu trabalho, por influência do curador e galerista Ricardo Fernandes, chegou à Biblioteca Nacional da França (BNF), que adquiriu em 2015 obras de sua série "Universo Curvo", dedicada ao arquiteto Oscar Niemeyer.

Depois de Sebastião Salgado, Lucia Adverse foi a primeira fotógrafa a integrar a coleção de fotografias brasileiras contemporâneas da BNF, um prestígio reservado a poucos profissionais. “É uma grande honra”, resume.

A série, selecionada para exibição na mostra Terra Brasilis, surgiu durante um passeio da fotógrafa pelo Vale do Loire, tradicional circuito turístico do interior da França conhecido pelos seus castelos.

“Numa parada para tomar um café, observei um piso azul que me chamou a atenção, emoldurado por alguns arcos. O sol estava muito forte e projetava muitas sombras no chão. Meu trabalho tem essa característica do contraste entre luz e sombras”, lembra.

Quando viu as sombras começou a fotografar e uma das formas a remeteu à Igreja da Pampulha, uma obra de Niemeyer, em Belo Horizonte. “Quando via as curvas, aquilo me inspirou e fui fotografando todos aqueles contrastes”, lembrou na entrevista à RFI. 

Exposição individual e livro

Já a exposição individual “Natureza Viva”, foi inspirada em biografias de mulheres que começou a ler a partir de livros descobertos em um sebo. A primeira a inspirá-la foi Gala, companheira de Salvador Dalí, ícone do surrealismo. A sequência inclui ainda a cientista francesa Maire Curie, a fotógrafa americana Ruth Bernard, entre outras.

“Eu queria homenageá-las de alguma forma. Eu fotografava há algum tempo em viagens que eu fazia, muitas árvores. Quis fazer uma relação e para cada uma das árvores o título é o primeiro nome dessas mulheres”, conta. “A força da natureza tem muito da força feminina”, acrescenta.

A série “Natureza Viva” ganha ainda uma versão em livro, o primeiro da carreira da fotógrafa mineira, que começou sua carreira profissional com a arquitetura de interiores antes de migrar para a fotografia de arte. “Estou muito feliz com esse projeto. É a realização de um sonho. Todo artista quer ter um livro editado, e vem em grande estilo”, afirma. Publicado pela editora Silvana Editoriale, o livro será distribuído internacionalmente.

Workshop com smartphones

Outra atividade na programação da fotógrafa é a realização de um workshop de fotografia para smartphones. Lucia fará um percurso pelas ruas de Paris para ensinar técnicas para melhor aproveitamento do uso de celulares por fotógrafos amadores. “Hoje esses aparelhos têm resoluções e recursos maravilhosos. Às vezes, a pessoa leiga não aproveita tanto o instrumento que tem nas mãos”.

A profusão de imagens devido à qualidade técnica e facilidade de difusão não interfere no mercado da fotografia de arte, segundo Lucia.

“Não podemos nos sentir afetados por isso. Tem lugar para todos. O artista tem um olhar próprio, não é porque alguém vai aprender a fotografar bem com o celular que irá ocupar o espaço de profissionais. O que é bom tem que ser mostrado”, conclui, sorrindo. 

Para ver a íntegra da entrevista em vídeo, clique abaixo

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