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Frédéric Pagès lança disco com show para celebrar 40 anos de história de amor com o Brasil

Áudio 09:37
O cantor Frédéric Pagès
O cantor Frédéric Pagès RFI

Paris acolhe nesta sexta-feira (22) um show de lançamento do disco Passion Brésil. O álbum marca os 40 anos de relação artística do cantor, jornalista e ator Frédéric Pagès com o Brasil. O evento contará com projeções de documentários e debates sobre o contexto político brasileiro.

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Frédéric Pagès desembarcou no Brasil em 1979, após viajar durante 15 dias em um navio cargueiro. Desde então, ele nunca se desligou do país, onde se casou e teve três filhos. “Eu nunca me senti estrangeiro no Brasil. No momento em que eu pisei no país, senti algo familiar. Agora, 40 depois, eu me considero também com brasileiro”, conta o cantor.

Mas a relação foi bem além, com inúmeros projetos artísticos, com discos impregnados pela influência brasileira, espetáculos baseados em textos de Guimarães Rosa e até oficinas de literatura em cidades periféricas do estado de São Paulo. “O Brasil me influenciou muito no campo da música e da arte, com a mistura dessa cultura popular muito viva”, diz. Ele afirma que o país o conquistou com “um jeito de encarar a vida que é extremamente interessante e que me apaixona até hoje”.

Pagès celebra essa história de amor com Passion Brésil, disco comemorativo lançado no Studio Raspail, uma sala de espetáculos no sul de Paris. Além do show, que contará com a participação especial da cantora Ana Guanabara, terá ainda a projeção de dois documentários e um debate.

Evento político, mas não um comício

O show foi intitulado Passion Brésil – De l’enchantement à la résistance (Paixão Brasil – Do encantamento à resistência). “É uma viagem por esses 40 anos. Mas eu não poderia fazer esse show sem falar da situação atual do Brasil”, diz Pagès para explicar o título do espetáculo.

Mesmo se o cantor se mostra abertamente crítico à administração de Jair Bolsonaro, ele insiste que não se trata de um evento de militância. “Trata-se de uma resistência no sentido mais amplo da palavra. Não apenas política, mas também cultural e até espiritual”, explica. “É mostrar como a gente pode reagir diante de uma situação tão preocupante”, continua. “Mas não quero que seja um comício”.

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