Acessar o conteúdo principal
A Semana na Imprensa

Serviços de streaming ressuscitaram a indústria musical

Áudio 03:02
A revista semanal do jornal econômico Les Echos conta como o streaming que para alguns iria "matar a indústria musical", a ressuscitou.
A revista semanal do jornal econômico Les Echos conta como o streaming que para alguns iria "matar a indústria musical", a ressuscitou. Reprodução / Les Echos

A revista semanal do jornal econômico francês Les Echos traz uma reportagem de capa sobre o impacto das plataformas de streaming no mundo da música. O texto conta como esse modo de consumo de conteúdo mudou a atividade dos artistas.

Publicidade

A revista lembra que quando o streaming foi criado, em 2007, os atores do setor musical se mostraram céticos e ninguém acreditava que a ideia funcionaria. “Mas esse modelo, baseado no princípio de uma assinatura paga e não em um sistema gratuito financiado pela publicidade, conquistou sua perenidade”, aponta o texto. Prova disso, há quatro anos o mercado mundial da música, moribundo no início dos anos 2000, não para de crescer.

A França conta com 5,5 milhões de assinantes nos serviços de streaming de áudio, que já representam 51% das vendas das músicas gravadas no país. Já nos Estados Unidos, as plataformas comercializam 82% das canções lançadas por gravadoras americanas.

Porém, ressalta a revista, nem todos os gêneros musicais se beneficiam deste fenômeno. No caso francês, os ritmos urbanos, vindos principalmente das periferias, foram os que mais ganharam. A reportagem cita cantores como Aya Nakamura, que teve uma de suas músicas baixadas 84,5 milhões de vezes. Para ela, o streaming representa 70% das vendas.

Muitos lançamentos e contato permanente com fãs

De acordo com a revista, a grande produtividade desses novos artistas e a interatividade com os fãs nas redes sociais teria contribuído para o sucesso do sistema. O texto dá como exemplo o jovem rapper francês Jul, que lançou 16 discos em cinco anos. Ou ainda o também francês Julian Doré, que mantém sua comunidade virtual conectada graças a seus tweets frequentes.

No entanto, alguns denunciam um sistema que incentiva os sucessos efêmeros. Um dos diretos da gravadora Universal lembra que raros são os músicos de rap que ultrapassam um milhão de discos vendidos. Mesmo assim, o streaming enriqueceu muitos artistas, lembra a reportagem. O canadense Drake, por exemplo, teria embolsado US$ 17 milhões em 2018 graças a seu disco, baixado 6,35 milhões de vezes nos Estados Unidos.

Músicas mais curtas e faturamento a longo prazo

O streaming também mudou os formatos musicais, com canções que são mais curtas, durando, muitas vezes, menos de dois minutos. Além disso, o sistema também alterou a maneira como os músicos são remunerados. Antes, 80% do faturamento dos CDs era conquistado nos dois primeiros anos. Agora, o lucro pode ser menor, mas durar muito mais tempo.

Do lado dos consumidores, o fato de que os gigantes do streaming conseguiram constituir catálogos imensos, aos quais os assinantes podem ter acesso por € 9,99 por mês, é o grande segredo do sucesso. Spotify armazena de 35 milhões de canções, enquanto Apple Music disponibiliza 60 milhões de títulos.

No meio dessa massa musical, o maior desafio para os produtores é fazer parte das playlists mais influentes. “Todos sonham de aparecer um dia na Today’s Top Hits do Spotify, capaz de fazer decolar uma carreira”, conclui a reportagem.  

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Página não encontrada

O conteúdo ao qual você tenta acessar não existe ou não está mais disponível.