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Investimentos

Com a crise mundial, vinhos franceses se tornam valor seguro

Somente 12 mil garrafas do célebre Romanée-Conti são produzidas por ano.
Somente 12 mil garrafas do célebre Romanée-Conti são produzidas por ano. Flickr/ lkratz

Enquanto as bolsas mundiais degringolam, o dólar cai e o euro aparece cada vez mais fragilizado, os investidores podem se voltar para um valor seguro : os grandes crus das reputadas regiões francesas de Bourgogne e Bordeaux.

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Alguns fundos de investimentos, todos estrangeiros, apostam na reputação e rentabilidade de vinhos como o Château Petrus ou o reputadíssimo e seleto Romanée-Conti. O fundo Nobles Crus é um deles. Criado após a falência do Lehman Brothers, o fundo, que administra hoje contas no valor de 50 milhões de euros, se diz "ao abrigo das turbulências do mercado".

Enquanto o CAC 40, o valor detede da bolsa francesa, perdeu 20% de seu valor desde o início do ano, o Nobles Crus ganhou 6% investindo, unicamente, em vinhos raros. Uma garrafa de Château Latour ou Cheval Blanc, que estão classificados entre os 5 maiores vinhos de Bordeaux, pode chegar a 10 mil euros para as safras mais raras.

Para não comprar gato por lebre, uma equipe de profissionais se encarrega de degustar os vinhos e comprá-los diretamente do produtor ou em leilões no mercado. O vinho é, em seguida, conservado e condicionado, constituindo um estoque precioso para os investidores.

Mas nem todos os vinhos são considerados investimentos seguros. Enquanto os primeiros crus de Bordeaux e Bourgogne são investimentos lucrativos, com retorno garantido, os vinhos de categorias inferiores apresentam uma relação mais direta com o movimento das bolsas de valores.

Segundo Jack Hibberd, do fundo Liv-ex, a curva de performance mostra que o preço desses vinhos caiu com a crise de 2008 e, mais recentemente, com as incertezas na zona euro. "Entretanto, o vinho é um investimento em que os riscos são bastante moderados", diz.
 

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