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Crise/ zona do euro

Desemprego bate recorde na Espanha e cai na Alemanha

Espanhóis aguardam, nesta terça-feira, a abertura de uma agência de emprego em Madri.
Espanhóis aguardam, nesta terça-feira, a abertura de uma agência de emprego em Madri. REUTERS/Andrea Comas

Dados divulgados hoje na Alemanha e na Espanha mostram que, enquanto a economia alemã se mantém estável, apesar da crise na zona do euro, os espanhóis têm cada vez mais dificuldades em retomar as rédeas do crescimento. Madri anunciou que o desemprego no país bateu novo recorde em dezembro, ao mesmo tempo em que Berlim informou que o número de alemães sem trabalho caiu para o nível mais baixo dos últimos 20 anos.

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Segundo dados anunciados nesta terça-feira pelo ministério do Trabalho espanhol, 4.422 milhões pessoas estão à procura de emprego no país, o que “confirma uma degradação da situação econômica no segundo semestre do ano”, de acordo com conclusão do próprio governo. A Espanha é o país europeu com o maior índice de desemprego, 21,56% de acordo com o Instituto Nacional de estatísticas.

O índice registrado em dezembro é o mais alto desde o início da crise de 2008, e representa 1.897 desempregados a mais do que no mês anterior. A situação também se mostra grave se comparada aos resultados do ano passado, quando, em dezembro, o número de espanhóis sem emprego havia diminuído (10.221 pessoas a menos). Apenas entre os jovens os dados melhoraram: no último mês do ano, a taxa de desemprego caiu 5,27% (25,6 mil pessoas), embora o índice permaneça exorbitante, com 45,8% dos jovens em busca de trabalho.

O primeiro-ministro conservador Mariano Rajoy, que tomou posse em dezembro estabeleceu o combate ao desemprego como uma das prioridades de seu governo. Ainda nesta semana, sindicatos patronais e de trabalhadores devem discutir propostas de reforma nas leis trabalhistas.

Já a Alemanha se encontra em situação totalmente oposta. O desemprego caiu para 7,1%, segundo estatísticas do governo, o mais baixo desde 1991.

O país fechou 2011 com 263 mil desempregados a menos que no ano anterior, anunciou a Agência para o Emprego alemã. “Além da conjuntura, as reformas estruturais do mercado de trabalho aumentaram as chances para os desempregados”, avalia a agência. Em 2005, o ex-chanceler social-democrata Gerhard Schröder havia endurecido as regras para o seguro-desemprego, para incitar as pessoas sem trabalho a voltarem à atividade o mais rápido possível.
 

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