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Economia francesa

Diante de organizações internacionais, Hollande promete melhorar competitividade

François Hollande se encontrou com as principais organizações econômicas internacionais na OCDE, em Paris.
François Hollande se encontrou com as principais organizações econômicas internacionais na OCDE, em Paris. REUTERS/Bertrand Langlois/

O presidente francês, François Hollande, prometeu hoje “decisões” para relançar a competitividade no país já a partir de novembro. Diante dos presidentes das cinco maiores organizações econômicas internacionais, o socialista disse que anunciará um projeto com duração de todo o seu mandato (cinco anos).

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A reunião – inédita na França - aconteceu hoje em Paris, na sede da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), e contou com a presença de Angel Gurria (OCDE), Jim Yong Kim (Banco Mundial), Christine Lagarde (FMI), Pascal Lamy (Organização Mundial do Comércio) e Guy Rider (Organização Internacional do Trabalho). Hollande pediu que este encontro com os líderes das entidades, para debater a situação econômica, seja repetido anualmente, como acontece com a Alemanha. A chanceler Angela Merkel recebe amanhã, em Berlim, os mesmos convidados.

Angel Gurria saudou os debates realizados em Paris, “em que a competitividade ficou no centro das discussões”. Com freqüência, tanto a OCDE quanto o FMI recomendam o país a progredir neste aspecto. Hollande afirmou que vai “agir rápido e a longo prazo” para a França retomar o seu lugar no mercado internacional: nos últimos 22 anos, a participação francesa caiu de 6,2% para 3,6%.

“A ação que vai se iniciar daqui a alguns dias vai durar por todo o meu mandato, e vai incluir todos os campos” que cercam a competitividade, sustentou o presidente socialista, afirmando aguardar o relatório final de um estudo encomendado sobre o assunto e que deve ser entregue ao governo no dia 5 de novembro. Também a OCDE deve entregar ao governo francês um relatório sobre a competitividade nos próximos dias.

Hollande prometeu “transparência” nos projetos a longo prazo, mas por enquanto não forneceu detalhes sobre como pretende fazer o país voltar a ter relevância no mercado internacional. “Todos os indicadores mostram que não estamos na melhor das situações porque nós estamos com um atraso de 10 anos”, comentou, em referência aos antecessores conservadores na presidência da República.

O presidente da OMC, Pascal Lamy, sublinhou que “os laços entre o crescimento, a competitividade e o emprego constituem o principal problema da França e, de certo modo, da Europa neste momento”.

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