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UE/ comércio

Europeus recolheram quase 1 bilhão de euros em produtos falsificados

Trinta toneladas de cabos elétricos fabricados na China foram apreendidos em fevereiro de 2013 pela alfândega francesa.
Trinta toneladas de cabos elétricos fabricados na China foram apreendidos em fevereiro de 2013 pela alfândega francesa. DR

As aduanas europeias recolheram quase 1 bilhão de euros, cerca de 3 bilhões de reais, em produtos falsificados que ingressaram no bloco ao longo do último ano, revelou hoje a Comissão Europeia. A maioria dos produtos vinha da China e forma uma extensa lista, encabeçada por cigarros, mas que também contém medicamentos.

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O relatório anual da comissão sobre o assunto foi publicado hoje em Bruxelas. O número de casos registrados, de cerca de 90 mil, permanece estável em relação ao ano anterior, mas a quantidade de produtos apreendidos diminuiu drasticamente em comparação a 2011 - passou de 115 milhões para 39,9 milhões. O valor das mercadorias falsificadas, entretanto, permanece alto, de 992 milhões de euros (3,021 bilhões de reais).

Nos últimos três anos, o número de interceptações de pacotes enviados pelo correio aumentou significativamente, de acordo com o relatório, em paralelo à elevação do comércio pela internet. Em 2012, cerca de 70% das ações das aduanas europeias aconteceram em pacotes enviados pelo correio ou por outros entregadores de mercadorias – e um quarto deste material era remédios.

Entre os medicamentos, o mais comum é o Viagra, utilizado para problemas de ereção. Há ainda analgésicos, antidepressivos e até tratamento contra o câncer.

Como nos anos anteriores, a grande maioria dos artigos recolhidos vieram da China (64,5% da República Popular da China e 7,8% de Hong Kong, com CDs e DVDs falsificados), seguida pelos Emirados Árabes Unidos e a Bulgária. Entre os demais países da União Europeia, a Grécia é o que mais registrou movimentos de objetos ilegais, com 2% do total. O Marrocos é o que mais tentou enviar produtos alimentares irregulares.

Entre todos os produtos, os cigarros respondem por 31% das mercadorias, à frente de “mercadorias diversas” (garrafas, lâmpadas, cola, pilhas ou sabão em pó), com 11%, e os materiais para embalagens (10%). Cerca de 90% dos produtos recolhidos foram destruídos pelas autoridades.
 

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