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Economia

Pesquisa mostra peso da produção na França no bolso de consumidores

Áudio 04:03
Produtos em couro, como bolsas, são os que ficariam mais caros se fossem produzidos na própria França.
Produtos em couro, como bolsas, são os que ficariam mais caros se fossem produzidos na própria França. Wikipedia

Nas pesquisas de opinião, os franceses asseguram que estariam dispostos a pagar mais por um produto se tivessem certeza de que ele é fabricado na França. Porém um estudo realizado por dois economistas mostrou que os custos mensais aumentariam entre 100 e 300 euros por lar, se esta opção fosse realmente concretizada.

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Os produtos em couro são os que mais sofreriam aumentos, seguidos pelos aparelhos elétricos ou eletrônicos e as roupas. Atualmente, no mercado francês, é raríssimo encontrar mercadorias como estas que não sejam produzidas em países onde a mão de obra é mais barata, como China, Índia, Indonésia ou Bangladesh. Seja nas lojas mais comuns como até nas de luxo, as etiquetas mostram que o “made in France” virou uma exceção.

O professor Flávio Fligenspan lembra que este processo começou com o próprio capitalismo, e se acentuou a partir dos anos 90. Ele observa que agora vivemos uma nova fase, e que a própria China ficou cara para as empresas.

Já Célio Hiratuka, especialista em internacionalização dos processos produtivos da Unicamp, destaca que ao mesmo tempo em que a transferência da produção com uso intensivo de mão de obra parece irreversível, outros bens, especialmente os de alta tecnologia, podem ter uma sobrevida maior nos países onde os custos do trabalho permanecem altos.

O Brasil não está a salvo destas práticas. Cada vez mais fabricantes de calçados e vestuário têm produzido em países da América Central ou da Ásia. Outros ainda são flagrados explorando mão de obra imigrante ilegal, composta por trabalhadores vindos principalmente da Bolívia em busca de oportunidades no Brasil.

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